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Listando Artigos de 02/2010

Em um post anterior, falamos sobre mídias sociais para pequenas empresas, com quatro dicas práticas para utilizar estas ferramentas a favor de seu negócio. Com as estratégias definidas e o projeto em prática, uma questão deixa empresários aflitos: como medir o retorno deste investimento, o famoso ROI (return over investment), das ações em mídias sociais?

Connie Bensen é uma badalada especialista em comunicação, em 2009 seu blog foi listado pela Forbes.com entre os 20 melhores sobre marketing e mídias sociais escrito por mulheres.  Ela apontou algumas tendências nesta área para 2010 e a primeira delas é: empresas estarão mais atentas e esperarão ROI sobre seus esforços em mídias sociais.

O trabalho com mídias sociais ainda é uma novidade, uma estratégia muito recente. Não podemos falar em fórmulas prontas, o que existe são tendências e casos de sucesso, no entanto, o que funciona para uma empresa não é necessariamente aplicável para outras. Isso de aplica de maneira ainda mais intensa no segmento de pequenos negócios, que, na maioria das vezes, não dispõe de fartas verbas para marketing e comunicação. Pensando nisso, reunimos aqui alguns passos práticos para que você possa definir como sua empresa fará a avaliação do investimento feito em mídias sociais.

1. Antes de medir o retorno, você precisa ter objetivos bem definidos e alinhados

Responda a esta pergunta: o que sua empresa espera alcançar com trabalho em mídias sociais?

Eis algumas alternativas (é uma pequena lista dentro de muitas possibilidades):

- gerar tráfego para seu site

- aumentar a fidelidade de seus clientes

- utilizar os canais para atendimento ao consumidor

- aumentar a exposição da empresa nas mídias sociais

- divulgar seus produtos e serviços para nichos de mercado

- saber a opinião de seus públicos e, assim, melhorar seus serviços

Para medir resultados, você precisa saber o que deseja e onde está quando começou o projeto, para, assim, avaliar os retornos. Cada um dos objetivos pede uma maneira diferente de mensuração e avaliação. Tudo parte desta definição: estratégia, ações, ferramentas de mensuração, avaliações e, finalmente, o retorno sobre o investimento.

Fique atento também ao andamento do projeto, será que suas ações são eficientes para atingir seus objetivos? Pesquise casos de sucesso, acompanhe blogs sobre o assunto, mas o mais importante: pergunte ao seu público o que ele quer, não tenha medo de dialogar, se sua empresa está nas mídias sociais é para isso mesmo: conversar.

2. Impactos não financeiros: sua empresa está preparada para mensurá-los?

Visitas ao seu website, menções e contatos nas redes sociais, feedbacks do seu público e outros inúmeros impactos não são mensuráveis financeiramente. Mas são estratégicos para avaliar e direcionar suas ações.

Utilize ferramentas on-line para avaliar os indicadores. Confira algumas:

Encurtar e Monitorar links

Estes sites encurtam seu link, essencial para divulgações no Twitter que só aceita 140 caracteres, é possível acompanhar quantas vezes ele foi clicado e saber quem divulgou seu material.

Migre me (em português – não é preciso fazer cadastro)

Bit.ly (em inglês – necessário cadastro)

Gerenciar redes sociais

Ferramentas para facilitar o gerenciamento de contas no Twitter, Facebook e LinkedIn. É possível acompanhar quando seu perfis foram citados, fazer buscas em tempo real, atualizações em todas as redes e integrar serviços para encurtar e monitorar links.

Sobbes (é preciso fazer download)

Tweet Deck (é preciso fazer download)

HootSuite (ferramenta on-line)

3. Tempo, tempo, tempo

Colher frutos financeiros do investimento em mídias sociais pode levar tempo, variáveis estão em jogo: objetivos traçados (item 1), investimento, estratégias e ações realizadas. É preciso que toda a empresa esteja na mesma sintonia e saiba que mídias sociais demandam, sim, tempo e dinheiro – falamos disso neste post.

4. Cruzamento de dados

Acompanhe os resultados cruzando gráficos para avaliar o impacto do seu projeto nos resultados da empresa. Durante as ações, meça os dados não financeiros (visitas ao seu website, menções e contatos nas redes sociais, feedbacks do seu público, frutos das ações realizadas em mídias sociais) e avalie quais foram as práticas mais eficazes.

De posse destes dados, cruze-os com gráficos que demonstrem o desempenho financeiro da empresa, número de novos consumidores, ticket médio e outros indicadores relevantes. Desta maneira, é possível avaliar a intensidade do impacto dos esforços em mídias sociais no seu negócio.

Parece muito complicado? Confira no Grátis e Melhor modelos para planilhas e apresentações além de cursos online para Excel e Power Point.

Olivier Blanchard, consultor de marketing, preparou um material muito interessante sobre ROI de mídias sociais, clique aqui para ter acesso (em inglês).

5. Seja dinâmico

Como falamos no início, utilizar mídias sociais a favor do seu negócio é um desafio. Novas plataformas e ferramentas surgem diariamente, seus consumidores farão críticas e solicitações, seus concorrentes estarão de olho em você. Esteja sempre em busca de novidades e acompanhe o mercado. Nosso Twitter traz dicas para pequenos empresários e este tema certamente voltará a ser abordado, fique de olho!

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Conheça a história inspiradora de Amália, uma executiva que resolveu mudar sua vida, abandonou a presidência de grandes corporações e abriu seu próprio negócio.

O segmento de beleza registrou nos últimos 14 anos crescimento de 10% ao ano. Em 2009 o crescimento em relação ao ano anterior foi de 14,4%, totalizando uma receita de R$ 14 bilhões em vendas. Mas qual a relação existente entre esses números de bom desempenho e Amália Sina, ex- presidente da Philip Morris do Brasil, da Walita do Brasil e sênior vice-presidente da Philips para a América Latina?

 Assim como 69% dos executivos-chefes da América Latina (dados de pesquisa da Korn/Ferry, consultoria multinacional de recursos humanos), essa alta executiva não estava satisfeita com o seu emprego e resolveu jogar tudo para o ar e abrir sua própria empresa, no gordo setor de cosméticos. “Eu apenas mudei para um setor mais perfumado”, comenta ela. 

 A frustração e angústia que esses presidentes sentem podem estar diretamente relacionadas ao fato de não estarem caminhando rumo a sua autorealização. Esse foi também o caso de Amália: “O ser humano não se satisfaz só de dinheiro, quer reconhecimento. Não dá para ter tudo. É um paradoxo qualidade de vida e poder, dinheiro etc.. é impossível. Eu paguei um custo emocional altíssimo“, conta.

 “Notei que quando saia das empresas, elas estavam muito melhores. Também aprendi que elas são iguais, funcionam da mesma forma:  tem o produto e o cliente… Aí decidi que não queria mais ter chefe e que  poder e liberdade não andam juntos”, essas observações foram o primeiro passo que  resultou na inauguração da Sina Cosméticos.

 A pesquisa da Korn/Ferry colocou em números uma realidade que se torna cada vez mais comum entre esses executivos: após anos de vida gastos com dedicação quase que exclusiva à profissão, percebem que no topo de uma empresa não há nada além do topo. “Aos 20 anos eu tracei uma meta para minha vida: seria presidente antes dos 50 anos. Alcancei essa meta antes dos 40. A questão é que quando se chega lá muito rápido, vem um grande vazio. E foi isso que eu senti”, relembra Amália.

E NASCE A SINA

 “Começar uma empresa do nada é assustador, mas também é fantástico”, desabafa a empresária. Sem dúvida nenhuma o Knowhow de Amália como administradora foi fundamental para que ela pudesse gerir sua marca própria. “Aqui eu tenho características minhas que naquele ambiente eram defeitos, e vice-versa. Eu não posso deitar em berço esplêndido porque tive uma careira fantástica como executiva”.

 Entretanto, as diferenças entre comandar uma empresa com 22 funcionários e uma com filial em mais de 22 países são gritantes. “Eu estava acostumada a dirigir uma Ferrari, qualquer problema eu chamava um time de advogados e em 2 minutos eles resolviam. Hoje em dia eu dirijo um New Beatle. É novo, é 0 bala, funciona direitinho, mas é um fusca”, palavras de Amália para comparar as suas experiências.

Para Amália, abrir uma franquia nunca foi uma opção a ser cogitada. “Franquia é um Xerox você não cria nada, você continua sendo subordinado. Eu não quis isso pra mim. Eu queria fazer tudo”. Como ela mesma diz, cuida de tudo em sua empresa, de cabo a rabo. A empreendedora criou desde as fragrâncias de seus produtos, até o rótulo e a embalagem que iria usar. 

Motivada por esse sentimento, e também por outras razões, como a vontade de deixar um legado para seu filho e a possibilidade de ter liberdade total para gerir sua empresa impulsionaram Amália para, em 2006, dar uma guinada em sua vida: decidiu se lançar como empresária, com a entrada da Sina Cosméticos no bilionário segmento da beleza. “Ninguém gosta de ter chefe, eu também não. Então decidi criar meu próprio ambiente e comecei a pesquisar os mercados”. A empresária conta que bateu o martelo ao se deparar com a informação de que a indústria de cosméticos crescia 12,5% ao ano, há 24 anos. Nas palavras de Amália: “Autoestima nunca sai de moda”.

A Sina Cosméticos foi inaugurada em 2006. Na época foram lançados 15 produtos, e a fábrica fazia 25kg de cada linha. Em 6 meses a empresa já apresentava um crescimento surpreendente: Amália estava fabricando uma tonelada de cada produto por mês. Ela continua: “Se eu dirigir com a força e a velocidade que eu dirijo a Ferrari, eu bato. Mas se eu fosse na velocidade que os pequenos empresários vão, eu não estaria do tamanho que eu estou hoje”.

O resultado dessa mudança toda foi que Amália ganhou em qualidade de vida e está mais feliz:

“Quero fazer minha empresa crescer e ser inspiração para outras pessoas. Quando você é empresário você pensa mais nos outros. Dá para viver bem se você quiser. Como empreendedora eu produzo mais e tenho liberdade. Nesses últimos 4 anos eu nunca me arrependi de ter feito essa escolha”.

As expectativas da empresária  para 2010 são animadoras. Pretendem ampliar sua linha de produtos. A Sina Cosméticos começa 2010 com uma nova marca no mercado, a Bio Emotion: “Meu objetivo hoje em dia é gerar empregos. Acredito que alguém tem que construir as Naturas do futuro, as grandes empresas em que as pessoas irão trabalhar, e é assim que estou trilhando os passos da Sina”, finaliza ela.

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Recém pesquisa da Korn/Ferry, consultoria multinacional de recursos humanos, realizada com 365 empresas da América Latina, descobriu que 69% dos executivos-chefes das mesmas gostariam de mudar o ramo de negócios em que trabalham. Ou seja, revelou que altos salários, poder e todo tipo de luxo e glamour que o mundo executivo pode trazer à vida de um profissional não são suficientes para que eles se sintam completamente satisfeitos com seus empregos.  A pergunta é, qual o motivo real disso?

Segundo dados de estudo realizado pela  Universidade britânica Warwick, a promoção no trabalho aumenta o estresse do indivíduo em 10%, ou seja, quem não está satisfeito com o seu cargo, tende a aumentar o nível de estresse mental ao ser promovido.

“A frustração e angústia que esses presidentes sentem podem estar diretamente relacionadas ao fato de não estarem caminhando rumo a sua auto-realização. Esses executivos perceberam que, com anos de esforço e dedicação, conseguiram chegar no posto mais alto da companhia, mas lá em cima, muito provavelmente, deram-se conta que tudo isso é só isso! Pelo menos os presidentes, administradores ou CEOs que participaram dos estudos acima. Trabalhar sem ter tempo para os amigos, para os filhos, a família, para o amor, para comemorar as conquistas ou para si mesmo, pode não ser o propósito de todos. “, explica Anderson Cavalcante,  consultor do tema e autor dos best-sellers “O que realmente importa?”; “As coisas boas da vida”.

O Pensando Grande conversou com Amália Sina, uma das executivas mais bem sucedidas do Brasil, que já ocupou cargos de presidência de grandes empresas, como Philip Morris, e, certo dia, resolveu largar tudo para tocar seu próprio negócio. Saiba mais sobre a experiência dela na matéria de amanhã.

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