Arquivo de July, 2010

Opções de pagamento online para pequenas empresas

31/31/2010

Uma das principais dificuldades dos pequenos empresários no comércio eletrônico é disponibilizar meios de pagamento que atendam bem seu público. Afinal, o cliente quer a mesma facilidade que encontra nas grandes lojas online, além de segurança e rapidez. Ter um bom produto não é suficiente para vender na web, é preciso estimular a compra pelo cliente, ser encontrado por ele e, finalmente, prover diversas formas de pagamento. Mas para os pequenos empreendedores isso não é tão fácil, negociar com diversas operadoras de cartões de crédito e bancos pode ser desgastante e complicado.

Em palestra no Seminário de Empreendedorismo na Era Digital, evento promovido pela DinheiroMail, Marcos Bueno, presidente da empresa, apresentou as vantagens do sistema de pagamento DinheiroMail. A plataforma permite ao vendedor disponibilizar aos seus clientes pagamentos com os principais cartões de crédito (Visa, MasterCard, Dinners, Hipercard, American Express e Aura), boleto bancário, débito online, Oi Paggo ou dinheiro em conta DinheiroMail.

Bueno iniciou sua palestra destacando que a DinheiroMail tem foco no vendedor, ou seja, no empresário que está na internet. A empresa recebeu um aporte do IFC – International Finance Corporation, do Banco Mundial, uma área dedicada a incentivar o empreendedorismo em países em desenvolvimento.

Como funciona

A DinheiroMail oferece uma plataforma completa de pagamento para quaisquer tipos de comércio eletrônico:

Carrinho de compras:  facilmente integrado ao site pelo desenvolvedor web.

Botão de compras: ainda mais simples, qualquer pessoa consegue utilizar apenas seguindo as instruções no site da empresa.

DM Venda Direta é uma ferramenta inovadora que permite que qualquer empreendedor possa fazer venda por telefone aceitando todos os cartões de crédito. Desenhada para facilitar as vendas diretas, já está disponível no Brasil, a primeira empresa a utilizá-la é a Amway. É possível também que lojistas utilizem a ferramenta pela internet, isso facilita a vida dos empreendedores que ainda não aceitam cartão de crédito em seus estabelecimentos. Saiba mais aqui.

Pagamento pelo celular: plataforma muito simples, o vendedor poderá fazer a venda pelo celular com cartão de crédito. Feito pelo navegador WAP – mais simples disponível. A ferramenta está em teste e será lançada em breve.

Cobrança por e-mail: vendedor pode fazer a cobrança por e-mail.

Segurança para o vendedor

“Nas vendas online a DinheiroMail faz a confirmação de identidade e prevenção à fraude”, garante Bueno. Esta etapa é muito importante para a segurança do vendedor. Em vendas pela web a responsabilidade do cancelammento da operação é do vendedor, pois é uma venda remota e não há uma confirmação da identidade do comprador.

Caso o cliente não reconheça a operação, ela é automaticamente cancelada e o valor é debitado do vendedor. “Pela DinheiroMail, o vendedor recebe um alerta caso haja risco e decide se quer ou não continuar a compra. Índice de devolução da empresa é de menos de 0,5%”, conta Bueno.

Outra vantagem da DinheiroMail destacada por Bueno é o rápido recebimento. “A partir da confirmação da compra, o dinheiro é repassado ao vendador em minutos”, garante o executivo.Entre os clientes da empresa estão Nike, General Imports, Mary Kay, Coruja Mix, entre outros.

Bueno finalizou sua palestra com falando sobre o custo para utilizar a DinheiroMail. “Nas compras com cartão de crédito o custo para o vendedor é de 5,99%, mesmo que o comprador parcele a venda em até 12 vezes, o valor total é repassado integralmente”, explica Bueno. A taxa para venda com boletos é de 1,89%, clique aqui e veja a tabela completa de custos.

Inovação e empreendedorismo na era digital

31/31/2010

O comércio eletrônico movimentou mais de R$ 10,6 bilhões em 2009 e a tendência é de crescimento neste mercado. De olho neste segmento, o Pensando Grande acompanhou a palestra de Roberto Camargo, empresário, palestrante e consultor com mais de 16 anos de experiência na área, no Seminário de Empreendedorismo na Era Digital, evento promovido pela DinheiroMail para discutir as oportunidades de negócios na web.

O palestrante também mantém um blog sobre o assunto: o Ecommerce TV. Em sua palestra, Camargo fez um panorama da história da computação pessoal e mostra que grandes empresas da época não enxergaram as oportunidades que tinham na mão.

“Meu conceito de empreendedor é alguém que pensa diferente!”, assim Camargo define o perfil de empreendedorismo, a pessoa capaz de enxergar as grandes oportunidades e destaca a necessidade de criatividade, persistência e estratégia.

O que é inovação?

Camargo define inovação como uma forma diferente de entregar algo que já existe. Por exemplo, na história da música – entregue por LP, cassete, CD e MP3. Ele também mostra exemplos de negócios que entregam de maneira diferente e são sucesso na web:

Cueca em casa – assinatura de cuecas

Black Socks – assinatura para compra de meias

Universo das Aves - site para venda de cisne

NetMovies – aluguel de filmes pela internet  com entrega em casa

Ploc-ploc – aparelho que é um ‘plástico bolha’ infinito

RsDiscus – venda de peixes ornamentais pela internet

Lições de empreendedorismo

O palestrante contou sua trajetória empreendedora e quais as lições tirou durante este caminho:

A internet nos coloca dentro de qualquer cidade, estado e país.

Rompimentos são inevitáveis, procure não deixar as portas 100% fechadas.

Não desista. Seja chato. Isso pode traçar o seu futuro.

Adapte seus objetivos.

Enxergue novas oportunidades dentro do seu próprio negócio.

Tenha foco, trabalhe bem em um segmento. Não enxergue exageradamente tantas oportunidades.

Trabalhe com nichos de mercado.

Mostre a sua ideia ao mundo.

Esteja preparado para o resultado das suas ações.

Agir rápido é uma das principais características do empreendedor. Pequenas empresas não têm burocracia como as grandes, é preciso aproveitar.

Enxergue sua empresa pela visão de outra pessoa.

Iniciar vendas pela internet hoje é muito fácil.

Tenha bastante conhecimento e prazer no que você faz.

Venda na web é prestação de serviços: ajudar seu cliente a entender e usar o que ele está ganhando.

Comemore o resultado independente do tamanho dele.

Quais as vantagens do empreendedor na era digital?

Camargo listou as vantagens do empreendedor neste momento de aumento do alcance da internet no Brasil. “Produtividade, infraestrutura, mobilidade, publicidade barata (SEO, Adwords, e-mail marketing, OLX) e formas de recebimento.

Camargo finalizou sua palestra destacando o momento que estamos vivendo e o quão propício é para empreendedores. “Oportunidade: esta palavra  nunca foi tão forte e válida como é agora!”, garante o palestrante.

Quanto preciso vender para não ter prejuízo?

30/30/2010

O faturamento mensal mínimo de uma empresa deve ser suficiente para cobrir os custos fixos e variáveis, ele é chamado de Ponto de Equilíbrio (PE). Neste estágio, o negócio não está lucrando, mas também não apresenta prejuízo. Este cálculo é essencial para analisar a viabilidade de um empreendimento. Mas como calcular qual é o ponto de equilíbrio da sua empresa?

O professor de análise de investimentos da FIA – Fundação Instituto de Administração, Bolivar Godinho de Oliveira Filho,  destaca a importância do plano de negócios. “Por menor que uma empresa seja, é muito importante que ela faça um plano de negócios, quando uma sério de dados será levantada. O ponto de equilíbrio é um deles”, avalia Godinho.

Para exemplificar como é calculado o ponto de equilíbrio Godinho utilizou um exemplo prático, veja abaixo:

Empresa: loja de bolsas

Preço das bolsas vendidas: R$ 150,00

Custo de cada bolsa para o empresário: R$ 70,00

Custos fixos: R$ 10.000,00

Como calcular os custos fixos?

Os custos fixos são todos aqueles que a empresa arca independente das vendas. Exemplos: aluguel, salários, encargos, infraestrutura etc.

Vamos calcular a margem de contribuição deste produto, ou seja, o quanto ele colabora para quitar os custos fixos da empresa.

Margem de contribuição = Preço de Venda – Custo do Produto

Neste caso temos:

R$ 150,00 – R$ 70,00 = R$ 80,00

Com estes dados reunidos vamos calcular quantas bolsas a loja precisa comercializar para que seus custos fixos sejam pagos, assim encontraremos o ponto de equilíbrio:

Ponto de equilíbro = Custo fixo / margem de contribuição unitária

Ponto de equilíbrio = R$ 10.000,00 /  R$ 80,00

Ponto de equilíbrio = 125 bolsas

Este é um exemplo simples, com apenas um tipo de produto sendo considerado. Com a empresa com diversos produtos é preciso calcular a margem de contribuição ponderada, avaliando quanto cada produto representa no faturamento da empresa.

“Se o empresário constatar que não atingiu seu ponto de equilíbrio deve avaliar estratégias mercadológias para aumentar sua receita ou atuar na redução de seus custos fixos”, explica Godinho.

Para o professor, o planejamento é fundamental ao abrir um negócio. “As pessoas ficam entusiasmadas ao começaram uma empresa, mas não gastam tempo no planejamento, é preciso pesquisar bastante”, avalia Godinho. Mesmo que você já esteja com a empresa aberta, ele aconselha que o plano de negócios seja feito. “É preciso investir em pesquisa, estudar a concorrência, aprender na tentativa e erro é muito caro e desgastante”, finaliza.

Você sabe calcular o preço do seu produto ou serviço? Veja aqui como fazer!

Como escolher o enquadramento tributário de sua empresa

29/29/2010

O Brasil possui três regimes tributários para as micro e pequenas empresas: Simples, lucro real e presumido. Cabe ao empresário verificar em qual pode enquadrar-se e também qual deles é o mais adequado à sua empresa. “O contador da empresa é a fonte de consulta principal nesta escolha, há também a opção de um consultor para fazer o planejamento tributário”, avalia Laecio Barreiros, da L&Barreiros Controladoria, especializada em pequenas e médias empresas. O custo de um consultor para este trabalho varia de R$70 a R$200 por hora.

Para o especialista, a escolha de um bom escritório de contabilidade é fundamental. “Se afaste de um contador em que você seja só mais número, busque assessoria dedicada e desconfie quando o valor é muito baixo, neste caso, a máxima ‘o barato sai caro’ é válida”, explica Barreiros. A definição do enquadramento tributário deve ser precedida de planejamento, para Barreiros, fazer simulações com cada modalidade no plano de negócios é essencial. “É preciso estudar as opções disponíveis para que a mais adequada seja adotada. A ajuda de um profissional neste momento é importante”, afirma.

Confira abaixo detalhes de cada opção disponível para ajudá-lo em seu planejamento:

Simples

Quem pode?

Microempresas com faturamento até R$ 240 mil ao ano e empresas de pequeno porte com faturamento anual de até R$2.4 milhões.

Empresas que estejam na classificação nacional de atividades econômicas como indústrias, comércios e alguns serviços não técnicos. Clique aqui para ter acesso a todas as informações sobre quais empresas podem optar pelo Simples.

Vantagens

A unificação de impostos é a principal vantagem do Simples, as alíquotas variam de 4% a 12% de acordo com a categoria em que a empresa está inserida. Veja quais impostos são unificados:

Federais: Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ); Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); Contribuição para o PIS/Pasep; Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS); Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Estaduais: Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

Municipal: Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).

Folha de pagamento: INSS – Contribuição Patronal Previdenciária (CPP).

Desvantagens

“Algumas grandes empresas evitam comprar de empresas optantes do Simples pois não terão o crédito do ICMS, assim elas pressionam por descontos”, explica Barreiros.

Lucro presumido

Nesta modalidade, como o próprio nome diz, o lucro da empresa é presumido de acordo com a categoria do negócio. Assim, os impostos sobre lucro incidirão sobre a portecentagem do faturamento pré-definida pelo governo:

Serviços: 30%

Comércio: 16%

Indústria: 8%

Acompanhe um exemplo dado pelo consultor Laecio Barreiros:

Empresa da área de serviços que tenha faturamento de R$ 100.000. Se optar por lucro presumido, ele será de R$ 30.000 – independente de seu lucro real. Os impostos sobre lucro (IRPJ e CSL) incidirão sobre 30% do faturamento, neste caso R$ 30.000, mesmo que a empresa lucre mais ou menos.

Vantagens

A modalidade é vantajosa caso a empresa apresente margens de lucro superiores às definidas.

Desvantagens

As empresas tributadas pelo lucro presumido não têm os créditos do PIS e COFINS no sistema não cumulativo.

Lucro real

Neste caso, os impostos que pagos sobre o lucro (IRPJ e CSL) serão calculados de acordo com o lucro real obtido pela empresa, ou seja, a receita debitada dos custos e despesas. Clique aqui para ter acesso aos detalhes sobre como calcular o lucro real.

Vantagens

Caso haja prejuízo, a empresa não será tributada, e utilização dos créditos do PIS e COFINS.

Desvantagens

Caso haja picos de lucro, a empresa pagará mais impostos. Outro ponto relevante é nível de exigência nos controles e na contabilidade, pois algumas despesas não são consideradas como dedutíveis para o cálculo do lucro real.

Como e quando definir

O planejamento tributário deve fazer parte do cotidiano da empresa. “É uma decisão estratégica que pode determinar o sucesso ou não de um negócio, uma decisão errada pode resultar em falência”, alerta Barreiros.

Antes de abrir uma empresa as simulações para o enquadramento tributário devem ser feitas no plano de negócios, mas não termina por aí. Anualmente a empresa deve planejar o futuro tributário e comparar novamente os sistemas disponíveis.

Apesar de assustar muitos empreendedores, o planejamento tributário não pode ser deixado de lado. “Pensar com antecedência, fazer simulações, preparar e buscar profissionais que possam contribuir”, aconselha Barreiros.

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Microcrédito sem sair de casa

28/28/2010

Você abandonaria uma carreira de 14 anos em um dos maiores bancos privados do país? Eldes Mattiuzzo, um economista com 17 anos de experiência no mercado financeiro, deixou um ótimo cargo no Unibanco e partiu para uma empreitada empreendedora. “Vi que tinha uma grande oportunidade ainda não explorada no Brasil, não deixei de aproveitar, parti para um vôo solo e fui ganhar dinheiro para mim”, assim que Mattiuzzo justifica sua atitude, que para muitos parece mais uma loucura.

Assim nasceu a Fair Place em abril de 2010, uma plataforma que reune pessoas interessadas em tomar empréstimos com outras interessadas em emprestar dinheiro tudo pela Internet. O negócio de Mattiuzzo é novidade no Brasil, mas já está consolidado nos Estados Unidos, China e em países europeus. Em 2008 o empreendedor conheceu um site norte-americano que realiza empréstimos pela web e permite que investidores escolham para quem emprestar seu dinheiro,  Mattiuzzo viu neste negócio uma grande oportunidade e decidiu apostar suas fichas nesta ideia. O economista já acumulava uma experiência que ele destaca como empreendedora. “Trabalhei em uma joint venture, que era uma associação da Ipiranga com o Unibanco para criar uma nova empresa. Estive no comando desde seu início, montei a empresa do zero e a fiz crescer, a diferença, neste caso, é que a empresa não era minha”, conta Mattiuzzo.

Entre o desligamento de Mattiuzzo do banco até o lançamento da Fair Place passaram um ano e dois meses, período totalmente dedicado a desenvolver a Fair Place. Seis meses foram dedicados à legalização da empresa e oito ao desenvolvimento da plataforma. “Tudo que é novo, inédito, requer muito estudo, nos policiamos para somente lançar o produto quando estivesse completamente aprovado juridicamente”, comenta Mattiuzzo. Outro desafio foi quanto ao capital investido, neste caso, 100% dos recursos são dos quatro sócios envolvidos. Havia um cuidado muito forte no gerenciamento do capital, o objetivo de ter o produto funcionando muito bem com o recurso inicial foi alcançado.

Como funciona

O Fair Place facilita o encontro de tomadores de crédito e investidores. Aqueles que desejam conseguir um empréstimo devem preencher um perfil, informar o valor que deseja, a finalidade do dinheiro e a taxa de juros que está disposto a pagar. O site faz então uma classificação de risco, avaliando se a pessoa é uma boa pagadora ou não, informação que ajudará na decisão dos investidores, o valor máximo para empréstimo é de R$ 5 mil. “Trabalhamos com microcrédito, nosso foco são os microempreendedores e microempresários”, explica Mattiuzzo. O investidor escolhe para quem ele emprestará seu dinheiro, avaliando perfil, necessidades, grau de risco e juros oferecidos pelo tomador.

O site é dividido em categorias de empréstimo, a maioria dos pedidos está concentrada em dívidas com 40%, seguido dos relacionados a negócios, com 25%. Para os empreendedores que pretendem fazer um empréstimo por meio do Fair Place,  o criador do site dá as dicas:

Faça uma boa descrição, explique a finalidade do dinheiro e o retorno que isso trará ao seu negócio;

A classificação de crédito de pessoa física também tem peso alto na decisão do investidor;

O valor da parcela de pagamento não deve comprometer mais que 30% da sua renda.

Leia mais sobre crédito para pequenas empresas nestes posts: Investidores anjos são opção para alavancar empresas iniciantes, Dicas de crédito para pequenos e médios empresários, Como escolher um investidor capitalista e Como conseguir microcrédito para o seu negócio.

Para quem quer investir, a dica é emprestar pequenos valores para várias pessoas, assim o risco é pulverizado. Além da questão altruísta de ajudar alguém conhecendo a causa, o retorno sobre o investimento é atraente. “No mês de maio o retorno médio para os que emprestaram dinheiro foi superior a 2%, enquanto, no mesmo período, a poupança rendeu 0,5% e CDI cerca de 0,75%”, explica Mattiuzzo.


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