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Simplicidade e sonho viram negócio familiar

03/3/2010

Por Karen Suenson

Sempre sonhamos em ter um negócio próprio que permitisse a nossa família passar mais tempo junta e a chegada do nosso filho Leonardo reforçou ainda mais esse desejo.  Procuramos muitos temas que nos seduzissem, mas nada encantava realmente nosso coração. Foi quando em novembro de 2009 perdemos nossa querida Vovó Catarina, neste momento veio a ideia.

Ela era a responsável por preparar, durante quase 30 anos, comidinhas nutritivas e saborosas para as crianças da escola que a família possui. Ela acordava cedinho e já se ocupava da missão do dia: incentivar o consumo de alimentos naturais. Várias crianças chegavam na escola com uma lista de “não gosto”. As mães relatavam que isso ou aquilo seus filhos não comiam, mas o que vivenciamos foi que com o carinho da Vovó, as crianças experimentavam novos alimentos e adquiriam um paladar mais saudável.

A Vovó tinha o dom de transformar qualquer comidinha simples em um prato delicioso. Quem provou seu talento sabe que os grandes diferenciais eram mesmo as pitadas de amor, dedicação e carinho que ela acrescentava nas receitas.  Nossa empresa surge após uma perda muito significativa que foi a partida da Vovó Catarina. Transformamos essa dor em sonho, entre a partida dela e abrirmos a Papinha da Vovó foram 6 meses de muito trabalho e dedicação!

Somos dois administradores apaixonados pela vida em família e com tanta agitação no dia a dia queríamos um negócio que respeitasse nossos valores e também fosse útil às pessoas. A criação da Papinha une esses objetivos e assim conseguimos ajudar os papais e mamães na alimentação de sua família mantendo costumes mais antigos de cozinhar com afeto mesmo. Todos os nossos pratos foram batizados com nomes de vovozinhas muito queridas. Perguntamos a todos os nossos amigos e familiares os nomes de suas matriarcas e assim carregamos a Papinha de histórias e carinho!

Nossos pratos abrangem 4 fases da alimentação: papas (introdução de alimentos), cremes (sopas macias e sem carne), sopas pedaçudas e comidinhas saudáveis. Com isso, atendemos clientes de 6 meses (defendemos a amamentação exclusiva até o 6º mês de vida) a 99 anos.  São mais de 300 vovozinhas no cardápio pois ele muda a cada estação do ano. Assim, temos pratos especiais para as quatro estações: primavera, verão, outono e inverno. Os clientes da Papinha só repetem o prato a cada 15 dias, o que garante um paladar diferente e inovador que tem agradado muito!

Todos os dias preparamos comidas fresquinhas e deliciosas, isentas de aditivos químicos. No cardápio dos bebês por exemplo: feijão branco com aspargos, usamos realmente aspargos frescos e nas comidinhas, quando se lê strogonoff no cardápio, ele é feito com creme de leite fresco, champignons frescos e ao invés de catchup, usamos molho de tomates fresquinhos com páprica doce. As famílias têm adorado e nos enviam feedbacks recheados de emoção!

Conseguimos criar um negócio que respeita nossa qualidade de vida. Nossa loja fica aberta das 10 as 14 horas e das 16 as 19horas. Ainda não estamos usufruindo essa rotina mais light pois eu, Karen, ainda estou no mundo corporativo enquanto o Rafa, meu marido, cuida da Papinha. Esse começo tem exigido bastante da gente. Tem dia que somos atendentes, entregadores, compradores.. tudo ao  mesmo tempo. Mas confiamos que em breve as coisas estarão bem melhor.

Já registramos a marca Papinha da Vovó no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) e também temos direto autoral de todas as receitas. Temos até uma listinha de interessados em abrir nossa franquia em outras cidades! Aliás: tudo foi pensado para chegarmos logo a essa etapa.  Com tantos detalhes diários, receber o presente de fazer parte do Blog Pensando Grande está sendo o reconhecimento de um trabalho de dedicação! Acompanhamos o Extreme Makeover e lá seguimos a história da DeliCake. Quando vimos que o proprietário Elias já estava indo para sua primeira franquia, foi impossível não escrever dando parabéns. Claro que aproveitamos o e-mail para contar um pouco da nossa história e então o Elias encaminhou nosso e-mail para o Fernando Kimura, consultor de tecnologia para Pequenas e Médias empresas da Microsoft, que abriu as portas do Blog para dividirmos nossa história com vocês!

Em breve nosso site estará no ar e será possível conhecer um pouco mais da Papinha, enquanto isso, estamos presentes nas redes sociais: Twitter, Facebook e Orkut; Acompanhe nosso dia a dia e inspire-se: É MUITO BOM ACREDITAR NO SONHO, mas é necessário arregaçar as mangas e se dedicar com garra e vontade!

Karen Suenson é leitora do Blog Pensando Grande e contribuiu com este artigo. Se você também tem uma história para contar ou quer dar sua opinião, entre em contato com o Pensando Grande, a ‘Voz do Empreendedor’ é um espaço para nossos leitores. As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade da autora.

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11 dicas para superar a objeção preço

02/2/2010

Por André Silva

1. Não fale em preço antes de o cliente perguntar – Segure a ansiedade e não comente o preço no início da negociação, é fundamental ganhar a confiança do cliente e gerar credibilidade no relacionamento para, depois, comentar o preço. Na venda, existe o processo de amadurecimento que precisa ser levado em conta, a calma é fundamental neste momento. Caso o cliente pergunte e insista no preço logo de início, fale para ele e, após, continue apresentando o seu produto com todos os diferencias que ele possui;

2. Identifique os principais problemas do cliente – Porque o cliente deveria pagar o seu preço? Essa pergunta pode responder a questão dos descontos que os vendedores oferecem para os seus clientes. Uma maneira de fazer o cliente perceber valor no seu produto/serviço é conhecendo os principais problemas que vem enfrentando e mostrar que o investimento a ser realizado custa bem menos que os seus problemas atuais. Você sabe como fazer isso? Fazendo perguntas abertas e investigativas para que o cliente possa externar o seu ponto de vista e demonstrar as suas principais fragilidades. As perguntas abertas ajudam a entender melhor o problema do cliente e demonstra preocupação na resolução desses;

3. Dê algo extra para os clientes – Os clientes gostam de se sentir valorizados pelos seus vendedores, uma singela lembrança num momento oportuno pode fazer toda a diferença, entregue esse brinde no momento em que o cliente solicitar o desconto, dê o brinde e sustente o preço, é uma boa oportunidade para ambos ganharem, tornando a negociação agradável para ambas as partes;

4. Não baixe o preço na primeira solicitação – Se o cliente solicitar um desconto, logo de cara, não se intimide pensando que você é obrigado a oferecer, pelo contrário, nesse momento é importante explicar por que o seu produto/serviço possui esse preço, entende? Se você cede rápido demais, o cliente passa a não valorizar essa barganha, isso tem que ser conquistado com muito “suor” e, muitas vezes, ele só está tentando diminuir o preço para sair ganhando, mas, no fundo, está disposto a pagar o preço inicial ofertado;

5. A questão de preço está relacionada à percepção – O que é caro para mim pode não ser para o cliente. O que é barato para mim pode não ser também para o cliente. Existem preconceitos, opiniões, expectativas e julgamentos. É um erro julgar um prospect achando que o preço está alto demais para ele. Como você pode saber o que ele está disposto a pagar? Se você acreditar que o seu produto/serviço oferece soluções para os problemas do cliente, então confie no seu “taco” e mantenha-se firme na negociação;

6. Você merece obter lucro – A sensação de realização pelo trabalho efetuado é muito importante para o vendedor, a sua autoestima precisa estar em alta para que os seus resultados sejam satisfatórios. Você tem direito a uma compensação razoável pelo seu trabalho, e o que é razoável? Qualquer valor que convença os seus clientes na relação custo-benefício;

7. Se o cliente disser que o seu preço está alto demais, use essa técnica: Pergunte: “O preço está alto em relação a quê?” Ao preço do concorrente, a pouca percepção nos benefícios ou a alguma dúvida oculta? Descubra conforme a percepção do cliente porque que ele está achando alto e, posteriormente, use argumentos específicos para superar a objeção, o objetivo é saber o que está se passando na cabeça do cliente, paralelamente, ou seja, além do preço. Muitas vezes, ele está achando o preço alto porque o do concorrente está mais baixo, entre outros fatores;

8. Demonstre resultados – Mostre como o seu produto/serviço pode ajudar o cliente a resolver o seu problema, é como uma balança: o cliente vai pesar para ver se vale ou não o seu investimento, mas cabe a você (vendedor) demonstrar com entusiasmo os benefícios. Lembre-o de que o que realmente importa são os resultados finais, e não apenas o que está sendo pago;

9. Mostre com sutileza o lado negativo do preço mais baixo – Promova uma reflexão no cliente perguntando se ele já passou por uma experiência negativa na aquisição de um produto pagando um preço menor. As pessoas têm a memória muito falha e acabam se esquecendo de fatos importantes na hora de pagar um preço justo pela qualidade do produto ou serviço que vai adquirir. Cabe ao vendedor estar preparado para estabelecer esse diálogo aberto e criativo com o seu cliente;

10. Benefícios intangíveis – Credibilidade da empresa no mercado, qualidade do produto, treinamento dos funcionários, pós-venda, prêmios, confiança, etc. Estes benefícios são todos invisíveis, mas importantes na percepção do cliente. Qual o resultado de um soldado que vai para a guerra sem armas e munições? A derroa para o seu inimigo, assim é o vendedor, pois ele precisa ter várias ferramentas para superar a objeção, portanto, aproveite bem todos os argumentos que estão a sua disposição;

11. Solicitação de desconto é um ótimo sinal de compra – Não encare uma solicitação de desconto como uma ameaça, é uma ótima oportunidade para você convencer o cliente de que o preço que ele está pagando lhe trará ótimos benefícios. Se ele está solicitando desconto é porque tem interesse, então, aproveite este momento e feche o negócio.

André Silva é palestrante de motivação e vendas, seu e-mail de contato é  contato@palestranteandresilva.com.br.

André Silva é leitor do Blog Pensando Grande e contribuiu com este artigo exclusivo. Se você também tem uma história para contar ou quer dar sua opinião, entre em contato com o Pensando Grande, a ‘Voz do Empreendedor’ é um espaço para nossos leitores. As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor.

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O poder da Governança Corporativa para pequenas e médias empresas

20/20/2010

Por Domingos Ricca

A prática dos princípios de transparência, equidade e responsabilidade pelos resultados perante os fundadores, sócios e herdeiros ajudam a evitar conseqüências desagradáveis geradas por muitos conflitos típicos de empresas familiares ao longo do tempo. Estima-se que cerca de 85% das empresas enfrentam problemas dessa natureza atualmente.

A falta dos valores de governança corporativa é o fator que mais potencializa os conflitos e, muitas vezes, põe em risco a própria sobrevivência de muitas empresas de natureza familiar, justamente pela falta de transparência e unidade de entendimento do negócio junto aos familiares que estão fora da administração da empresa. Outras vezes é o tratamento distinto entre os familiares com direitos iguais, ou ainda, a falta de responsabilidade pelos resultados daqueles que estão na administração da empresa frente aos que não estão, que provocam tantos conflitos, chegando muitas vezes a comprometer a sua continuidade do negócio.

Uma das maiores importâncias da governança corporativa é que ela perpetua a marca da empresa e a sobrevivência dela, mantendo assim, o sonho do fundador. A adoção de governança corporativa possibilita muitas vantagens, como, por exemplo:

• redução de riscos do processo de sucessão
• controle e geração dos negócios familiares através de um Conselho de Administração assegurando aos fundadores o direito de se afastar, paulatinamente, das operações, sem comprometer a performance e a continuidade da empresa
• treinamento para os sucessores através de suas participações no Conselho, proporcionando mais chances de estabilidade da empresa e dos negócios, não dependendo eminentemente da pessoa do fundador para isso

Além disso, proporciona aos principais acionistas ou sócios, condições de atuação e participação na gestão das empresas e dos negócios, não estando necessariamente envolvidos nas operações, conduzidas por equipes profissionais.

A governança corporativa melhora a qualidade da gestão através da contribuição de conselheiros da família e externos qualificados e reconhecidos no meio empresarial. Certos agentes de mercado –como bancos, fornecedores, parceiros de grande porte, multinacionais, governo– não vêem com bons olhos a empresa familiar quando ela atinge certo estágio de estagnação e convive com os conflitos familiares já mencionados. E somente a prática de uma boa governança corporativa pode melhorar a imagem junto a esses agentes.

Domingos Ricca é Sócio -Diretor da DS Consultoria Empresarial e Educacional e da Revista Empresa Familiar. Consultor especializado em empresas familiares. Certificado em Governança Corporativa pela SQS Suíça e Fundação Vanzolini, realizada em Buenos Aires Argentina. PhD em administração, professor de graduação e pós-graduação, autor de livros sobre os temas: empresa familiar e marketing de varejo. E-mail: ricca@empresafamiliar.com.br.

Domingos Ricca é leitor do Blog Pensando Grande e contribuiu com este artigo. Se você também tem uma história para contar ou quer dar sua opinião, entre em contato com o Pensando Grande, a ‘Voz do Empreendedor’ é um espaço para nossos leitores. As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor.

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Vale a pena “levar vantagem”?


Mitos de negócio podem arruinar uma empresa, como dar a volta por cima?

18/18/2010

Existem momentos em que o empreendedor se vê em um dilema: mudar a estratégia de seu negócio para tentar melhorar os resultados ou desistir e evitar mais prejuízos. Nestas horas, o desespero é o pior inimigo, é preciso manter a calma e procurar ajuda para resolver este verdadeiro quebra-cabeça. O empresário Eduardo Pozzi passou por este desafio, apenas um deles entre os muitos enfrentados desde que abriu a Essenze di Pozzi, empresa de cosméticos com linhas de maquiagem e perfumaria.

O negócio nasceu por conta de uma afinidade do empresário com a área e sua curiosidade. “Sempre gostei de produtos da área, no segundo ano já comecei a estudar o mercado de cosméticos. Me formei e queria trabalhar na recuperação de empresas: gerenciá-las e depois partir para a venda”, explica Pozzi. O empresário conta que trabalhava em uma grande empresa com um volume grande de trabalho e salário que o deixava insatisfeito. Pozzi decidiu fazer um curso aos sábados no qual aprendeu a fabricar artesanamente velas perfumadas e hidratantes.

“Comecei a produzir hidratantes artesanais com a ajuda de uma assistente que já trabalhava em minha casa, no final do ano ela viajou para a Bahia e vendeu 18 frascos em uma semana, foi neste momento que enxerguei uma oportunidade de negócio”, relembra o empreendedor. Para viabilizar o negócio, ele vendeu seu carro e fez empréstimo com amigos e família. “Tive dificuldade de conseguir crédito nos bancos, eles não querem correr risco”, complementa.

Para vender seus produtos, o empresário apostou no sistema de vendas porta a porta, orientado por uma consultoria da área de cosméticos. “Me disseram que o custo seria mais barato que venda no varejo. Investi em catálogos e contratei consultoras, insisti neste modelo por dois anos”, afirma Pozzi. Um dos problemas enfrentado foi a alta rotatividade entre as vendedoras, que chegou a cerca de 50%. Para alavancar seu negócio o empreendedor tentou trabalha com quiosques em shopping centers, os espaços funcionariam tanto para divulgação e vendas dos produtos quanto como bases de distribuição para as consultoras. “A estratégia não surtiu efeito, o custo é muito alto, no primeiro mês empatei o investimento, depois comecei a acumular prejuízo”, alerta Pozzi.

A hora da virada

Apesar de todas as dificuldades, o empresário estava decidido a salvar o seu negócio. “Na vida de um empreendedor todo dia ele aposta tudo que tem. Comecei a ler todos os livros sobre venda que encontrava, eu precisava aprender a ler. Foi quando li ‘Vendedor Pitbull’, de Luis Paulo Luppa. Mandei um e-mail para ele e pedi ajuda”, conta o empresário.

Depois de algum tempo o consultor em vendas atendeu Pozzi e apresentou a ele algumas informações sobre o mercado de vendas porta a porta, os dados sinalizaram que para competir neste segmento a empresa precisaria investir cerca de R$ 2 milhões, valor inviável para a Essenze di Pozzi. A sugestão de Luppa era de regionalizar as vendas, trabalhar com representantes e investir em display de produtos e promotoras de vendas.   “A média de venda mensal das vendedoras porta a porta era de R$130, quando os representantes fechavam negócio com duas lojas, o faturamento era equivalente a 80 meninas”, afirma Pozzi.

Hoje a Essenze di Pozzi tem 60 funcionários, 137 produtos, 200 pontos de vendas e um volume de vendas de 22 mil peças/mês, com previsão de crescimento anual de 80%. “Para empreender no Brasil é preciso persistência e ter a capacidade de enxergar as oportunidades e encontrar as pessoas certas. Você faz de tudo um pouco, foi difícil demais superar as fases ruins, mas não me arrependo”, finaliza o empresário.

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Como criar uma empresa produtiva

11/11/2010

*Christian Barbosa

Um dos grandes fatores que implica diretamente na capacidade da empresa crescer e se tornar lucrativa são a gestão da sua produtividade. Empresas desorganizadas, bagunçadas e cheias de urgências tem a tendência a falhar, perder dinheiro, talentos e sair do ciclo de crescimento.

Desde que lançamos o programa Neotriad SMB, com foco em aumentar a produtividade de pequenas e médias empresas, é visível que independente do setor e do tamanho, a falta de métodos de produtividade se torna uma barreira para a empresa dar um próximo passo.

Assim, listo os três fatores que ajudam a mudar esse paradigma na empresa:

1 – Tudo começa com o Empreendedor

Empreendedores sem tempo, urgentes e ansiosos criam uma empresa urgente, sem tempo e cheia de profissionais ansiosos. Se o empreendedor não procurar iniciar uma mudança pessoal na forma como ele gerencia seu tempo e como conduz a empresa, não há milagre.

O empreendedor precisa dar um próximo passo na busca de aprender a gerenciar seu tempo, buscar modelos de gestão e produtividade para a empresa e ter persistência de aplicá-los e dar o exemplo no grupo. Todo empreendedor deveria ler sobre gestão de tempo, deveria ser tão obrigatório quanto ter um plano de negócios!

2 – Sua empresa tem Metas de verdade?

Apesar de ser o item mais comentado em qualquer cursinho de gestão, poucas empresas sabem definir bons objetivos, com planos de ações viáveis. Quando se fala em desdobrar a meta para a equipe é outra utopia. Existe muita intenção, mas pouca prática nesse assunto.

Eu tenho trabalhado um conceito em metas que chamei de BLACKHOLE (buraco negro), que na verdade é um ponto central de concentração de energia no universo, tão poderoso e focado que puxa tudo para dentro dele. Esse conceito aplicado a empresa é perfeito, ou seja, não precisa ter 10 metas, tenha uma única meta central, que alinha toda a sua estratégia e as suas outras metas.  Leia mais sobre o assunto aqui:

http://blog.maistempo.com.br/2010/07/29/blackhole-qual-o-buraco-negro-da-sua-empresa/

3 – Check-Lists

Boa parte das urgências na empresa são geradas por esquecimentos, falhas de comunicação, tarefas não muito claras, falhas em processos, etc. Uma das formas mais simples e básicas de mudar esse padrão é a criação de simples “check-lists”, que dizem exatamente o que cada pessoa deve fazer para completar uma determinada atividade. Transforme suas principais urgências em “check-lists” e observe que elas vão migrar de urgente para importante.

Nos EUA, vários hospitais adotaram o padrão de “check-list” para seu corpo clínico evitar esquecimentos (tipo uma tesoura dentro do seu corpo). Inclusive em cirurgias os médicos têm de “ticar” se a atividade foi feita.

Repare que não falei de processos. Mapeamento de processos é a evolução do check-list, mas para a pequena e média empresa isso é tão utópico que quem tentou fazer, raramente terminou e quando terminam se torna tão complexo que não conseguem aplicar.

Empreendedor: é possível ter mais tempo para a empresa, para a família e para você viver. Não precisa se matar para fazer a empresa crescer. O problema não é a falta de tempo, mas é como você tem usado seu tempo. Parta desse princípio, busque mais informações e tenha uma nova era na sua empresa e na sua vida!

Use seu tempo com muita sabedoria e até uma próxima oportunidade.

*Christian Barbosa – Maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros A Tríade do Tempo e Você, Dona do Seu Tempo, Estou em Reunião e co-autor do Mais Tempo, Mais Dinheiro.

Christian Barbosa é leitor do Blog Pensando Grande e contribuiu com este artigo. Se você também tem uma história para contar ou quer dar sua opinião, entre em contato com o Pensando Grande, a ‘Voz do Empreendedor’ é um espaço para nossos leitores. As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor.

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