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Artigos da categoria "Mercado"

Quero abrir o meu próprio negócio, e agora? Para tornar-se empreendedor o primeiro passo é sempre o mais complicado, pois é necessário planejamento, dedicação e análise. Segundo o consultor Laécio Barreiros é preciso seguir um roteiro detalhado para abrir uma empresa sem sustos: “Inicialmente, devemos seguir alguns passos básicos e elaborar um plano de negócios, que é importante para prever e desenvolver pesquisas de mercado, identificar o público alvo, a região de atuação, realizar uma avaliação econômica de viabilidade, taxa de retorno, entre outras ferramentas de planejamento para antever e controlar o desenvolvimento dos negócios”, explicou.

Para ele, muitos negócios são criados a partir do “feeling” e do comportamento empreendedor de seus idealizadores, apesar da sua informalidade e simplicidade, também podem ter sucesso e prosperar. No entanto, quando se planeja cada passo, a chance de sucesso se torna bem maior.

Apesar de sermos um dos povos mais empreendedores, conforme a pesquisa do GEM – Global Entrepreneurship Monitor, abrir uma empresa no Brasil não é uma tarefa simples, é um processo extremamente burocrático e descentralizado entre as esferas e órgãos municipais, estaduais, federais e agências reguladoras.

Para auxiliar o empreendedor e simplificar o processo, Laécio cita o passo a passo do sócio Humberto Maria Pereira, que é utilizado em processos de abertura formal de empresas.

Laécio ressalta que é preciso manter o ânimo, pois uma das principais regras do bom empreendedor é a perseverança.

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Sancionada no final do ano passado, a nova lei do Simples Nacional ou Supersimples - sistema especial de tributação dos pequenos negócios que existe desde 2007, passa a valer agora no começo do ano. A mudança aumenta os limites máximos das receitas brutas do empreendedor individual, da microempresa e da pequena empresa.

Para o empreendedor individual o valor passa de R$36 mil para R$60 mil, da microempresa vai de R$240 mil para R$360 mil e a pequena empresa sobe de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões – o limite para a receita bruta anual. A mudança faz com que o empreendedor aumente suas possibilidades de ganhos, sem gastar com mais impostos. No total, o empresário já paga seis tributos federais (IRPJ, IPI, PIS/PASEP, Cofins, CSLL e o INSS patronal), o ICMS estadual e o ISS municipal.

De acordo com o SEBRAE a mudança impactará em 5,6 milhões de micro e pequenas empresas, além do 1,7 milhão de empreendedores individuais como manicures, costureiras, etc. Além de facilitar a vida do microempreendedor, a medida pode incentivar a formalização do setor. Uma pessoa que até então não tinha como arcar com mais tributos e impostos, encontra no Simples Nacional uma maneira de aumentar os lucros e até entrar na briga com os produtos importados, já que a lei também exclui do limite de faturamento as exportações.

Outra novidade é o parcelamento de débitos junto ao governo com a Receita Federal, medida que era proibida até então. Agora os valores em aberto podem ser parcelados em até 60 vezes. O aplicativo sobre o parcelamento já está disponível no site da Receita Federal. Esse olhar atento do Governo para as pequenas empresas é um sinal de respeito ao segmento responsável por boa parte da base econômica e da geração de emprego no país.

As solicitações pelo Simples Nacional e pelo SIMEI para empresas constituídas vão até dia 31 de janeiro de 2012 no Portal do Simples Nacional.

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Quanto custaria uma mala cheia de conhecimento? Talvez seja praticamente impossível mensurar uma quantia capaz de representar a importância dessa bagagem intelectual. Às vezes chega a ser mais importante do que o próprio dinheiro -”investir em conhecimentos rende sempre melhores juros”, já dizia Benjamin Franklin.

O assunto é o tema do artigo “Tecnologias a favor da capacitação profissional”, do professor em Informática e Educação, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Klaus Schlünzen Júnior. De acordo com o professor, atualmente, o conhecimento é a única fonte segura de vantagem competitiva. As empresas de sucesso são aquelas que criam novos conhecimentos e compartilham em toda organização para incorporá-los em novas tecnologias, produtos e serviços.

Mas como compartilhar o conhecimento de um funcionário ou de um grupo? Em seu artigo, Klaus explica que a criação do conhecimento é dividida em três partes: individual, em grupos e organizações. Para as empresas a maior dificuldade é justamente encontrar uma maneira de absorver e usufruir desse conhecimento mesmo após uma possível saída do funcionário.

Segundo o autor, essa migração do conhecimento individual em recurso disponível para outras pessoas é a atividade central da empresa criadora de conhecimento. O processo deve ocorrer continuamente em todos os níveis da organização. O resultado final é a conversão do conhecimento individual em conhecimento explícito, pois este poderá ser comunicado e compartilhado.

Para alcançar esse resultado são necessários dois pontos: tecnologias de informação e comunicação. O bê-á-bá do professor começa por uma rede de conhecimentos interligados por uma plataforma computacional, sustentadas por informações baseadas em bancos de dados, recursos de buscas inteligentes e de distribuição da informação, ferramentas de colaboração e de compartilhamento de conhecimentos que incluem a formação de grupos virtuais discutindo e avaliando problemas e projetos e, finalmente, a sustentabilidade destes recursos nas intranets corporativas e/ou internet.

E para gerar toda essa rede de troca de ideias e informações, não adianta apenas a estrutura tecnológica, é fundamental promover a cultura do aprendizado e da criação de conhecimento.

Segundo Klaus, para atender a forte demanda por profissionais bem preparados, o país precisa investir em iniciativas educacionais por meio das tecnologias digitais ou de educação à distância (EaD). O EaD é uma ótima saída para aproximar o aluno que não teria como se deslocar até a instituição de ensino.

O papel da universidade é enfatizar o processo de inovação e de criação, enxergar nesses alunos o que eles têm de melhor. Esse pode ser o começo de organizações mais autossuficientes e comprometidas com o mundo ético e sustentável, ressaltando as principais qualidades do empreendedor moderno.

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