Boas ideias são sempre bem vindas dentro do universo do empreendedorismo. No entanto, nem só de boas ideias vive um negócio. De olho nos novos empreendedores, existe um grupo ainda pouco conhecido no Brasil, o Investidor-anjo – nome bastante sugestivo – que pode salvar muitos negócios por aí.
O termo nasceu nos Estados Unidos com o objetivo de captar fundos para investimentos de risco, mas com grande potencial, como por exemplo, os espetáculos da Broadway no início do século XX. Hoje são pessoas físicas que investem em empresas iniciantes à procura de modelos de negócios ainda incertos – os chamados startups. Esse tipo de empreendedorismo foi fundamental para a criação de grandes empresas, como Facebook e Twitter.
No Brasil, os mercados de startups que mais conquistam “Investidores-Anjos” são: produtos online e compras coletivas. Os apresentadores globais Angélica e Luciano Huck são exemplos. Eles mantêm participações nas empresas Baby.com e Peixe Urbano, respectivamente. O empresário Eike Batista, que investe em diversos ramos da economia, entre eles, os mercados de telefonia e de tecnologia é outro grande exemplo do conceito no país. Pequenos e microempresários também podem se beneficiar com o modelo.
O Pensando Grande bateu um papo com Cassio A. Spina, empreendedor há mais de 25 anos no mercado tecnológico da informação, para trazer mais informações sobre esse conceito ainda pouco conhecido no país. Spina acaba de lançar o Investidor-Anjo – Guia prático para empreendedores e investidores, que aborda, de forma prática, o processo que inclui novos investimentos e explica os principais conceitos que definem este novo perfil de investidor. Destinada a empreendedores novatos e experientes, a obra explica a importância do “Investidor-Anjo” no financiamento de novas ideias, apresenta um rápido panorama do perfil deste tipo de empreendedor no Brasil e reúne orientações sobre como se tornar um deles.
A importância desse investidor pode ser crucial para o crescimento das novas empresas. “Além de aumentar significativamente as chances de sucesso, acelera o crescimento do negócio, pois além de prover o capital necessário para seu desenvolvimento, apoia o empreendedor utilizando sua experiência, conhecimento e relacionamentos adquiridos em sua própria carreira, por isso, seu investimento é chamado de smart-money”, esclarece Spina.
Para tornar o crescimento possível, o Investidor-anjo se torna um sócio não executivo da empresa, que segundo Spina, participa das decisões estratégicas e principalmente apoia e orienta o empreendedor no dia a dia, seja pela própria experiência ou pela indicação de potenciais clientes, fornecedores e parceiros. Em contrapartida, o investidor recebe uma participação societária e passa a ter direito em receber eventuais dividendos, como no caso da venda de sua participação ou de toda empresa.
Na hora de procurar um bom Investidor-anjo, o empreendedor deve ficar atento. “Pesquise o histórico profissional do investidor para conhecer sua experiência, se possível busque referências e recomendações. Tenha uma conversa franca sobre seus objetivos e conheça as expectativas do investidor. No site Anjos do Brasil o empreendedor encontra algumas sugestões de perguntas para verificar as intenções do investidor”, indica Spina.
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Saiba como se tornar visível aos Investidores-anjos, seguindo as dicas de Spina: participe de eventos de encontros, chamados de Meetups, e divulgue seu plano de negócio em sites como Anjos do Brasil.
Onde estão os Investidores-anjos? Na rede, é claro!
Para encontrá-los e navegar sem problemas, tenha o Internet Explorer 9, que oferece recursos avançados de navegação, segurança e design para a sua empresa.








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