Fazer um plano de negócio deve ser o primeiro passo de qualquer empreendedor que deseja começar o seu próprio negócio. Mas esta tarefa pode não ser tão fácil como parece, se transformando, muitas vezes, em uma pedra no caminho dos pequenos empresários.
Esse foi o caso de Anderson Guerra e Julia di Priolo, proprietários da VMA Virtual Marketing e Arquitetura, empresa de design de interiores da incubadora do NIT – Núcleo de Inovação e Tecnologia da Universidade Mackenzie. A VMA tem uma proposta diferente da maioria das empresas de arquitetura, o projeto é oferecer uma gama de soluções integradas para lojistas, sempre visando a unidade da marca e do conceito a ser passado ao cliente.
Devido a essa proposta de negócio, de oferta de serviço personalizado, os sócios encontraram desde o primeiro momento muita dificuldade para elaborar o seu plano de negócios. “Não necessariamente o molde do plano de negócios se enquadra à sua empresa. Tivemos que digerir muita coisa e reinventar”, explica Anderson Guerra.
Como todo início de trajeto, o caminho foi marcado por erros e acertos. “Nós compramos um software, líder de vendas do mercado, para nos ajudar a fazer esse plano. Entretanto, a conta que o software ensinava a fazer não servia para nosso negócio”, comenta Anderson. A partir daí, os empreenderores identificaram a necessidade de obter uma ajuda específica para elaborar esse plano de negócios. “Ficamos dois anos trabalhando nisso, foi um caminho árduo”, relembra Anderson.
A professora da Escola de Administração da Universidade Mackenzie, Vanessa Molina, foi fundamental nessa etapa do processo da VMA. “Para montar um plano de negócios não dá para ficar no achismo. É preciso ter números”, relembra a professora. Vanessa orientou os empresários a realizarem uma pesquisa adequada e eficiente para captar o tipo de informação que necessitavam para começar. “Nosso negócio fala com o mercado empresarial. Donos de empresa não atendem o telefone e respondem perguntas. Fizemos um processo de pesquisa que demorou 4 meses”, diz Anderson.
Uma pesquisa adequada é uma etapa fundamental para saber como sistematizar o negócio. “É preciso estudar o mercado e ir a campo para verificar o que realmente acontece. Muitas vezes os empresários imaginam coisas que não existem”, ensina a professora. De acordo com Vanessa, os dois primeiro passos para formatar uma pesquisa eficaz são verificar a concorrência e conversar com o público alvo identificado para verificar a viabilidade de comercialização do seu produto. Outro ponto fundamental é monitorar o mercado antes, durante e depois da implantação da empresa.
Para os empreendedores da VMA, o processo de pesquisa foi efetivo e fundamental para que entendessem a ideia e o público alvo de sua empresa. “Nossa empresa estava muito ampla, tivemos que restringir a proposta do negócio”, explica Anderson. Hoje em dia a VMA já conquistou bons clientes e, muitas vezes, precisa recusar propostas de trabalho. “Graças à nossa pesquisa, agora conseguimos identificar aqueles clientes que precisam de serviços condizentes com a ideia do nosso negócio. Isso agrega valor à nossa empresa”, comemora Anderson.

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