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Artigos com a tag "Crédito"

O microcrédito é um tipo de financiamento voltado exclusivamente para micro e pequenos negócios e, assim, uma ferramenta de inclusão econômica e social, já que fomenta pequenos empreendimentos, gerando ocupação, emprego e renda.  Uma alternativa viável e menos burocrática de acesso a recursos para os pequenos negócios, o Pensando Grande buscou algumas opções disponíveis no Brasil nesta modalidade de crédito para ajudar o empreendedor a encontrar a mais adequada a sua empresa.

Na maioria dos programas o crédito é concedido por um agente que repassa o valor do empréstimo. Organizações Não Governamentais (ONG), Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), Sociedades de Crédito ao Microempreendedor (SCM) entre outras estão entre as instituições responsáveis por intermediar o empréstimo. Em cada programa abaixo você encontrará o link para a lista de agentes que podem fornecer o microcrédito.

Microcrédito Caixa

O microcrédito da Caixa atende empreendedores formais e informais que desejem adquirir equipamentos, matéria-prima, capital de giro ou melhorar a infraestrutura de seu negócio. O valor mínimo é de R$ 250 e o máximo de R$ 15 mil, conforme o empreendedor comprove aumento na capacidade de pagamento, o banco amplia o valor do empréstimo nas concessões seguintes.

Para ter acesso a este crédito, é preciso que o empresário procure uma IMF – Instituições de Microfinanças, clique aqui para acessar a lista completa de IMFs parceiras da Caixa, seus e-mails e telefones de contato. O prazo de pagamento é de até 24 meses.

Programa BNDES de Microcrédito – BNDES Microcrédito

O BNDES Microcrédito visa apoiar projetos que utilizem o microcrédito como instrumento de inclusão social, complementação de políticas sociais ou promoção do desenvolvimento local. A receita bruta do negócio a ser financiado deve ser igual ou inferior a R$ 240 mil. O valor máximo de financiamento é de R$ 15 mil.

Assim como o microcrédito da Caixa, o acesso ao programa é feito por meio de instituições que repassam os valores. Neste link está a lista completa de agentes repassadores de crédito do BNDES, estas são as instituições que o empresário deve procurar para ter acesso ao crédito.

Programa Nacional do Microcrédito Produtivo Orientado – PNMPO

O Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado – PNMPO teve início em 2005 com objetivo de fomentar o microcrédito produtivo. Neste programa são aptas pessoas físicas e jurídicas com renda bruta anual de até R$ 120 mil.

Instituições habilitadas repassam os recursos do governo federal neste programa, clique aqui para ter acesso a lista de agentes que podem conceder crédito do PNMPO. Para solicitar empréstimo junto às instituições mais próximas ao seu negócio é preciso preencher um formulário online.

Microinvest – Unibanco

A Microinvest é uma parceria entre o Unibanco e o IFC (International Finance Corporation) – Banco Mundial. O objetivo do programa é ampliar a oferta de microcrédito produtivo para o pequeno empreendedor. O valor do crédito pode variar entre R$ 400 e R$ 10 mil e o número de parcelas para pagamento varia de 9 vezes, quando o empréstimo é para capital de giro, a 15 vezes, quando o valor for utilizado para ativos fixos. Não é preciso ter negócio formalizado para solicitar este microcrédito.

Microcrédito Banco do Brasil

O programa do Banco do Brasil é voltado para correntistas da instituição com renda mensal de até R$ 1 mil, além de aposentados e pensionistas do INSS com benefício mensal no valor de até dois salários mínimos. Clique aqui para ter acesso aos prazos de pagamento e taxas de juros.

Banco do Povo – exclusivo para estado de São Paulo

O Banco do Povo fornece crédito para empreendedores formais ou informais, cooperativas ou formas associativas de produção ou trabalho. Existem duas linhas: capital de giro, para compra de mercadorias e matérias-primas industrializáveis, conserto de máquinas, equipamentos e veículos; e investimento fixo, para compra de máquinas, equipamentos, veículos e ferramentas. O valor de crédito varia de R$ 200 a R$ 25 mil. Clique aqui para conferir as taxas de juros praticadas e os prazos de pagamento.

Leia mais sobre crédito para pequenas empresas aqui.

No Grátis e Melhor, portal da Microsoft com soluções gratuitas, você encontra uma planilha para programar a amortização de empréstimos.

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A captação de investimentos é sempre um grande desafio para as empresas de pequeno e médio portes. Durante o último Seminário Internacional de Empreendedorismo Humberto Matsuda, VP de Venture Capital da Performa Investimentos, esclareceu dúvidas frequentes em relação ao melhor caminho para conquistar investimento privado.

Antes de qualquer passo, o empresário deve ficar atento ao tipo de fundo de investimento que está procurando, existem fatores que os fundos analisam que não estão diretamente relacionados às empresas. “É uma questão de modelo, do que se busca e como se busca investimento, se um investidor não tiver interesse pela sua empresa não significa necessariamente que ela não é boa, talvez ela não esteja dentro do que o investidor busca”, explica Matsuda. Normalmente, os fundos de investimento analisam os seguintes pontos em uma empresa:

Porte da empresa – para cada estágio de desenvolvimento existe um investidor certo. Uma empresa já desenvolvida tem um tipo de investimento muito maior do que uma start up, ou seja, uma iniciante. Uma start up possui uma gestão muito mais focada na própria operação e no negócio em si. “Adeque o seu discurso a quem investe em empresas do seu tamanho. Se você quer convencer um investidor, tem que procurar aquele que busca uma empresa do seu tipo”, explica Matsuda.

Outra pergunta frequente é em relação a que tipo de mercado que mais atrai investimentos de Venture Capital. De acordo com Matsuda, são:

- Software, por se tratar de um modelo de negócios que, uma vez desenvolvido, os investimentos, após esta etapa, são baixos;

- Biotecnologia, principalmente tecnologias ligadas ao desenvolvimento de soluções aplicáveis ao cotidiano;

- Equipamentos e aparelhos médicos que ajudem a reduzir o custo com saúde;

- Tecnologias limpas e sustentáveis;

- Nanotecnologia: a mais importante revolução tecnológica desde a internet;

- Internet com ênfase em negócios baseados em distribuição de conteúdos;

- Telecomunicações: países em desenvolvimento tem maior foco desses investimentos.

Além disso, independente do tamanho da empresa e do mercado em que está posicionada, no momento de optar por investir, os investidores observam também  quais as pessoas envolvidas no empreendimento, a escalabilidade, a capacidade de multiplicar rapidamente a empresa, o seu potencial de crescimento (uma empresa que não tem tendência a crescer torna-se menos atraente ao capital de risco), os diferencias competitivos dela, entre outros.

Ao optar por ter um sócio capitalista é necessário analisar alguns outros fatores. O empresário precisa fazer uma reflexão em relação ao seu próprio perfil e como gosta de administrar o seu negócio, pois ter um sócio desse tipo significa que a gestão do empreendimento será dividida. “É preciso achar aquele que encaixe e que vá funcionar para o seu negócio, ele será o seu sócio e sociedade é como casamento. Para piorar, um casamento com data de divórcio e que tem que dar lucro”, alerta Matsuda.

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Uma das maiores dificuldades enfrentada por pequenos e médios empresários é a obtenção de crédito para investir em seus negócios. “Não cresço por que não tenho como investir, e não consigo crédito para investir por que minha empresa é pequena”. Esse ciclo vicioso parece se repetir a todo instante e ser um fator limitador determinante no crescimento das empresas.

Na opinião de Luciane Cergoli, coordenadora de projetos  do Cenn (Centro de empreendedorismo e novos negócios) da FGV-EAESP – Fundação Getúlio Vargas e especialista em linhas de crédito para pequenas e médias empresas, essa situação não existe por acaso. “O Brasil tem algumas aberrações na parte de crédito, principalmente quando falamos de linhas de crédito para pequeno e médios empresários. O que vemos atualmente é que para esse público não são muitas as alternativas, principalmente quando a empresa ainda não está estruturada”, explica a professora. A profissional já no ABN AMRO Bank e atualmente está no Banco Cacique, onde é responsável pelo segmento de microempresas.

Por mais simples que pareça, a recomendação de Luciane aos empresários que desejam aprovar linhas de crédito com seus bancos é que eles estreitem o relacionamento com o seu gerente. “Os bancos não costumam dar crédito para empresas que estão começando. A dica é o empresário profissionalizar a informação. Os bancos prezam pela qualidade. Construa com o gerente um relacionamento, pois será ele quem poderá dar, ou não, o crivo para a aprovação do crédito do seu negócio”, aconselha a especialista.

Além dos grandes bancos, existem fontes de recursos públicos direcionados à inovação que oferecem diversas opções de obtenção de crédito para empreendedores em fase inicial de seu negócio, como a FATEP e a FINEP (veja matéria sobre como abrir o capital da sua empresa por meio do programa da FINEP aqui).  Entretanto, para que essas opções sejam viabilizadas é preciso que o empresário tenha um Plano de Negócio alinhado ao tipo de crédito oferecido. Na opinião de Luciane, falta comunicação entre as instituições e os novos empresários. “Nesses casos, recomendo que os empresários participem de concursos de planos de negócios. Dessa forma podem amadurecer a ideia de seus projetos e apresentar um material mais sólido”, explica Cergoli.

Anualmente a FGV realiza um workshop para pequenos e médios empresários sobre linhas de crédito. O evento esse ano está marcado para setembro, com data ainda não confirmada, e contará com a participação do BNDES.

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