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Artigos com a tag "dicas empreendedorismo"

Por Eduardo Pocetti

O aumento da concorrência em todos os tipos de mercado é uma característica básica do mundo globalizado. Dessa maneira, as empresas precisam sistematicamente encontrar fórmulas para aumentar sua produtividade e lucratividade. E o Brasil não foge a essa regra, é claro.

Depois de ter amargado décadas de hiperinflação, endividamento e estagnação, o país vive, já há alguns anos, tempos prósperos: um período de estabilidade acompanhado por crescimento econômico sustentado. Esse movimento fez com que nos deparássemos com um cenário de crescente complexidade nos negócios, tanto no que diz respeito à legislação e regulamentação, quanto nas relações entre companhias, países e governos.

Tal situação também coloca um novo desafio para as empresas brasileiras. A questão agora não é sobreviver em um ambiente econômico inóspito, mas, sim, desempenhar um papel de destaque em território nacional e internacionalmente.

Essa é uma realidade, principalmente, para as empresas do mercado empreendedor, que reúne pequenos, médios e até grandes empreendimentos ainda pouco estruturados, e precisam de ajuda para enfrentar as complexidades da economia moderna, que cresceram em ritmo acelerado.

Diversas companhias cresceram com a economia de seus países e precisaram adaptar-se para se estabelecer em outro patamar de profissionalização, visibilidade de mercado, gestão e governança corporativa, que é exigido internacionalmente. Este é um momento característico por sua extrema complexidade, pois o nível de exigências é rígido e necessário para que as organizações sejam atraentes a clientes, fornecedores e provedores de crédito. E é nesse mercado que se encontram boas perspectivas de negócios para a cadeia produtiva, mesmo diante das atuais turbulências.

Para se ter uma ideia do potencial do mercado empreendedor, de acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as pequenas e médias companhias representam 95% das organizações no mundo, sendo de extrema relevância para a economia brasileira e global.

Neste panorama, as PMEs representam um nicho de mercado em potencial. No Brasil, uma característica determinante desse segmento é a forte presença de empresas familiares. Esse segmento abriga exemplos promissores de organizações que elegeram a governança corporativa como estratégia de crescimento, e, como resultado, se tornaram alvos estratégicos para grandes conglomerados que buscam a consolidação em setores-chave da economia.

Essas organizações enfrentam desafios específicos, de acordo com a própria área de atuação e com suas metas de negócios. Uma companhia que busca empréstimo no BNDES para financiar seu crescimento terá de cumprir uma série de exigências do banco, em termos de demonstração financeira e governança corporativa. O mesmo acontece com aquelas que pretendem abrir capital na Bolsa ou se internacionalizar. Mas a complexidade dos negócios pode ser vista sob vários aspectos.

O Brasil, por exemplo, está realizando a convergência de suas normas contábeis às IFRS (International Financial Reporting Standards). Vivemos uma fase de transição e, naturalmente, nenhuma empresa vai parar seu departamento financeiro por um período para que os funcionários aprendam IFRS. Mas é preciso dar chance ao profissional estudar em algum momento. O e-learning é uma das boas alternativas para superar essa questão.

Nesse sentido, não restam dúvidas de que são muitos os desafios que essas empresas têm pela frente. Entretanto, enfrentá-los e sair à frente dos concorrentes certamente é uma grande vantagem competitiva.

Eduardo Pocetti é sócio-líder da área de Mercado Emergente da KPMG no Brasil.

Para se adaptar aos novos desafios do mercado internacional, uma dica imprescindível é levar sua empresa para a nuvem. Conheça os benefícios do Office 365 e supere as metas de crescimento da sua empresa.

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Muitas vezes o empreendedor começa seu negócio sozinho, trabalha em casa ou em um pequeno escritório sem colegas para compartilhar as conquistas e dificuldades diárias. Esta é a realidade de Gil Zeimer, diretor de criação de uma empresa de marketing. Zeimer conversou com a psicoterapeuta Dra. Selma Lewis sobre como enfrentar a solidão por, às vezes, mais de dez horas por dia. Zeimer publicou esta entrevista em inglês no Blog Intuit.

Qual o maior temor dos trabalhadores solitários?

As pessoas que trabalham sozinhas não esperavam que isso fosse um problema até que elas se encontram nesta situação. Em seguida, elas lentamente percebem o quanto de apoio que recebem de um ambiente empresarial normal. Mesmo as pessoas de quem você não gosta dão algum tipo de apoio emocional. Uma boa parte das pessoas sente muita dificuldade em estar motivado sem todo este apoio.

Que outros problemas alguém que trabalha sozinho pode enfrentar?

As pessoas pensam que ele é realmente divertido estar sozinho e trabalhar de pijama, mas não é. O isolamento é complicado. Muitas pessoas não desenvolvem a estrutura necessária para trabalhar sozinho. Outros desenvolvem depressão, acabam apenas dormindo, fazendo seu trabalho, ou assistindo a vídeos do YouTube todos os dias, mas eles não são produtivos.

O que você recomendaria para essas pessoas?

Eu recomendo a elas ir a eventos várias vezes por semana, como de associações profissionais, de classe, ou grupos de trabalho. Para ter uma boa energia, eu recomendo trabalhar em um local coletivo, como um café ou centro de trabalho. Eu também recomendo a leitura do livro Os 7 Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes, de Steven Covey. Embora seja um livro de mais de 20 anos, é criativo, e mostra-lhe como construir uma estrutura de sucesso para si mesmo.

Quão importante é a convivência com outros empresários individuais?

É muito importante porque eles vão falar sobre todas as coisas que você tem medo de falar. Sair com os outros e conhecê-los é realmente importante. Eu recomendo também o desenvolvimento de um “círculo de competência” amigos com quem você pode contar quando tem um problema com o negócio porque você pode confiar em seu julgamento.

Quantas vezes essas pessoas devem sair de seus escritórios?

Quantas vezes forem necessárias. Você literalmente tem que estruturar o seu tempo para as  rupturas necessárias ao trabalhar sozinho, como uma caminhada, andar de bicicleta, indo para o almoço, ou visitar uma livraria. Você também tem que ter tempo para compartilhar a experiência com outros empreendedores e empresários.

Qual o seu conselho final?

Você tem que acompanhar a tecnologia, como o LinkedIn, Facebook e MSN, assim você não se sente tão isolado depois de trabalhar sozinho em seu escritório o dia todo. Há um mundo de informações lá fora e você deve aproveitá-las.

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Muitas pessoas sonham em ser seu próprio chefe, ter seu negócio, mas não sabem como começar. Buscamos um guia prático com uma das maiores especialistas em empreendedorismo nos Estados Unidos, Tamara Monosoff é autora do livro Your Million Dollar Dream: Regain Control & Be Your Own Boss (O sonho de um milhão de dólares: tenha o controle e seja seu próprio chefe – tradução livre, ainda não lançado no Brasil). Ela publicou no portal Entrepreneur oito dicas para quem deseja ter sua empresa. É claro que se você deseja começar um negócio, mas não sabe por onde começar, não deve se preocupar – saiba que você não está sozinho.

Na verdade, dada a nova realidade econômica de nosso tempo, mais do que nunca as pessoas sabem que o “trabalho” que pensaram estar esperando por elas não existe. Outros chegaram à conclusão de que elas preferem criar um trabalho que amem, construído para atender seus objetivos de vida. Não importa qual a sua motivação para ser seu próprio patrão, você pode começar hoje.

Aqui estão 8 dicas para você começar:

1. Tome uma posição.
Se você está insatisfeito com sua situação atual, admita que ninguém pode resolvê-la, exceto você. Não faz nenhum bem culpar a economia, seu chefe, seu cônjuge ou sua família. A mudança só pode ocorrer quando você tomar uma decisão consciente para que isso aconteça.

2. Identificar o negócio certo para você.
Dê-se o direito de explorar. Esteja disposto a olhar para suas diferentes facetas (a sua personalidade, estilo social, idade) e ouvir a sua intuição. Nós tendemos a ignorar a intuição, embora no fundo, muitas vezes, saibamos que ela diz a verdade. Pergunte a si mesmo “O que me dá energia, mesmo quando eu estou cansado?”

Como você sabe que o negócio é “certo” para você? Há três abordagens comuns para o empreendedorismo:

Faça o que você sabe: Você foi demitido ou quer uma mudança? Olhe para o trabalho que tem feito por outros no passado e pense em como você pode empacotar essas habilidades e oferecê-los como seus próprios serviços ou produtos.

Faça o que outros fazem: Aprenda sobre outras empresas que lhe interessam. Depois de ter identificado um negócio que você gosta, imite-o.

Resolva um problema comum: Existe uma lacuna no mercado? Existe um serviço ou produto que você gostaria de trazer para o mercado? (Nota: Esta é a abordagem de maior risco entre as três) Se você optar por ela, certifique-se que você se tornará um aluno para estudar muito antes de gastar qualquer dinheiro.

3. Um plano de negócios aumenta suas chances de sucesso.
A maioria das pessoas não planeja, mas isso vai ajudá-lo a chegar ao mercado mais rápido. Um plano de negócios irá ajudá-lo a obter o foco, clareza e confiança. Um plano não precisa ter mais do que uma página. Quando você escreve seus objetivos, estratégias e passos, seu negócio torna-se real.

Pergunte a si mesmo as questões abaixo:
O que estou construindo?
A quem irei atender?
Qual é a promessa que faço aos meus clientes e a mim?
Quais são os meus objetivos, estratégias e planos de ação (passos) para atingir meus objetivos?

4. Conheça o seu público alvo antes de gastar um tostão.
Antes de gastar seu dinheiro, descobrir se as pessoas irão comprar os seus produtos ou serviços. Esta pode ser a coisa mais importante a fazer. Você pode fazer isso através da validação de seu mercado. Em outras palavras, quem, exatamente, comprará seus produtos ou serviços que não sejam da sua família ou amigos? Qual é o tamanho do seu mercado? (E não diga “Todo mundo no país, vai querer o meu produto.” Confie em mim…Eles não vão) Quem são seus clientes? O seu produto ou serviço é relevante para a vida cotidiana? Por que as pessoas precisam dele?

Há pesquisas sobre diferentes mercados disponíveis gratuitamente. Leia artigos da indústria com os dados de marcado (pesquise na internet as associações industriais relevantes) e leia dos dados do IBGE para saber mais. No entanto, a forma mais importante de obter essa informação é perguntar ao seu mercado-alvo e clientes diretamente e ouvir atentamente.

5. Entenda suas finanças pessoais e escolher o tipo certo de dinheiro que você precisa para seu negócio.
Como empresário, sua vida pessoal e empresarial são interligadas. Você é provavelmente o seu primeiro – investidor – e possivelmente único. Portanto, ter um conhecimento detalhado de suas finanças pessoais, e a capacidade de controlá-las, é um primeiro passo essencial antes de buscar financiamento externo para o seu negócio.

Quando você estiver criando seu plano de negócios, considere que tipo de empresa está construindo – um negócio de acordo com seu estilo de vida (menor quantidade de fundos de inicialização), uma franquia (investimento moderado, dependendo da franquia) ou uma empresa de alta tecnologia (exigirá um investimento significativo de capital). Dependendo de sua decisão, você precisará de uma quantidade diferente de dinheiro para lançar e fazer crescer seus negócios.

No Pensando Grande você encontra posts sobre os diversos tipos de financiamento, veja neste post.

6. Construir uma rede de apoio.
Você fez um compromisso interno para o seu negócio. Agora você precisa cultivar uma rede de simpatizantes, conselheiros, parceiros, aliados e fornecedores. Se você acreditar no seu negócio, os outros também irão.

Rede local, nacional e redes sociais. Junte-se a redes de pequenos empresários, a sua câmara de comércio local, ou de outros grupos empresariais relevantes. Aqui estão alguns conceitos básicos de redes:

- Quando estiver em eventos de rede, perguntar aos outros o que fazer e pense sobre como você pode ajudá-los. A chave é ouvir mais.
- Não importa o grupo no qual você está, seja generoso, ajude os outros e faça as apresentações sem cobranças.
- Ao se tornar um líder generoso, você será a primeira pessoa que vem à mente quando alguém que você ajudou precisar de seus serviços ou ouvir falar de alguém que precisa.

7. Venda criando valor.
Mesmo que vendamos produtos e serviços diariamente, as pessoas não querem ser “vendido”. Concentre-se em servir os outros. Quanto mais pessoas você atender, mais dinheiro você ganhará. Ao considerar os seus clientes ou clientes, pergunte-se:

- O que eu posso dar a eles?
- Como posso atender com êxito suas reivindicações?
- Essa abordagem pode ajudar a levá-lo a novas maneiras de aprimorar seu produto ou serviço e entregar mais valor aos seus clientes, eles irão apreciar.

8. Escute seu consumidor.
Esteja disposto a dizer quem você é e o que você faz com convicção e sem desculpas. Invista na utilização das ferramentas mais eficazes online (Twitter, Facebook, YouTube, LinkedIn) disponíveis para transmitir suas notícias. Use redes sociais para divulgar qualquer coisa que você considere que possa ser de interesse para os seus fãs e seguidores.

Embora as redes sociais sejam essenciais hoje (Você deve usá-las!), não subestime o poder de outros métodos para conversar com seu consumidor: por exemplo, marketing boca-a-boca, site, relações públicas, blogs, colunas e artigos, palestras, e-mail marketing, boletins informativos e do telefone à moda antiga, são ferramentas essenciais.

Se seguir estes passos, você estará no seu caminho para se tornar seu próprio patrão. É importante lembrar que você não está sozinho. Se você quer “ser seu próprio patrão”, mas você ainda se sente pronto, entre em contato com outros empreendedores em uma variedade de maneiras. Você pode se surpreender com o valor inestimável dos contatos que estão ao seu alcance.

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