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Empresas podem ter estande grátis na Feira do Empreendedor 2010

16/16/2010

Participar de uma feira nem sempre está ao alcance de pequenas empresas, apesar de ser uma boa estratégia de divulgação, o custo é alto e é preciso estar preparado. De 17 a 20 de novembro acontece a Feira do Empreendedor 2010, realizada pelo Sebrae-SP. Pequenos empresários têm uma chance única de estar entre os expositores e divulgar sua empresa para um público estimado de 40 mil pessoas.

O Sebrae-SP divulgou um edital para micro e pequenas empresas privadas, sediadas no estado de São Paulo, interessadas em participar da feira como expositoras. Os selecionados receberão gratuitamente um estande de 9 m² para a Feira. Serão escolhidos expositores com soluções e inovações para aumentar a sustentabilidade e a competitividade dos pequenos e médios negócios. O edital destaca a necessidade da empresa ter um diferencial para que outros negócios possam aprimorar algum aspecto de sua gestão.

Para participar é preciso encaminhar à comissão avaliadora a proposta de adesão, ficha de inscrição e os documentos exigidos no edital, clique aqui para ter acesso. O prazo para envio é 8 de setembro. O envelope com a documentação completa deve ser enviado para o endereço: Rua Vergueiro, 1.117, 12º andar – Paraíso – CEP 01.504-001 – São Paulo – SP.

Uso seguro de mídias sociais nas empresas

15/15/2010

Por Thiago Bordini

Com a crescente utilização das mídias sociais pelas empresas, muitas se vêem frente a um problema, como utilizar este recurso de forma produtiva e segura. Vejo muitas empresas bloqueando sites como Twitter, Linkedin, YouTube, Facebook, etc para seus funcionários, esta atitude do meu ponto de vista trás dois grandes problemas, o primeiro deles é a busca por métodos de se burlar os filtros de conteúdo por parte dos funcionários, o outro problema é a desmotivação por parte dos funcionários, este problema atualmente ainda é pequeno.

Digo isso porque as empresas precisam entender que estamos passando por uma fase de transição onde os novos funcionários, aqueles da geração “Y” vem chegando e com eles a necessidade de conectividade.

A geração “Y” já nasce conectada, a criança mal saiu da barriga da mãe e já tem foto dela no Twitter em segundos, se bobear é provável que alguns pais já criem o perfil de um bebê em uma rede social, isso é algo que no meu ponto de vista poderá trazer um grande problema cultural para as empresas caso estas não se adaptem.

Exemplo disso é o uso do email, que por sinal atualmente esta banalizado, as pessoas mandam emails para o colega da mesa ao lado para perguntar algo sendo que elas podem fazer isso sem o uso desta ferramenta, mais o ponto que eu quero chegar no que se refere ao email não é este e sim o uso da ferramenta, perguntem para algum adolescente que já tem contato com computador se ele prefere utilizar email ou um software de mensagem instantânea? A maior parte deles vai achar o email coisa do passado, que demora, onde já se viu enviar uma mensagem para uma pessoa e esperar até o outro dia para ela responder? Esta é a geração “Y”.

Imaginem um jovem deste chegando a uma empresa onde ele não pode abrir o software de mensagem instantânea, não pode acessar os sites que mencionei anteriormente? Será que teremos um funcionário feliz trabalhando? Já sei a resposta de muitos, ah bloqueamos este tipo de ferramenta, pois são improdutivas ou inseguras.

Pergunto: As ferramentas são improdutivas e inseguras ou as pessoas as tornam improdutivas e inseguras?

Se um funcionário souber identificar aquele email do banco XYZ pedindo cadastramento como um email falso e não clicar em nenhum link não tem problemas de segurança.

Defendo o uso consciente destas ferramentas pelos funcionários, as empresas deveriam investir muito mais em conscientização e capacitação de seus funcionários. Sabemos que muitos destes sites têm falhas de segurança assim como muitos outros sites que não são de mídias sociais, o Twitter, por exemplo, a limitação na quantidade de caracteres fez com que surgissem os sites encurtadores de URL, agora estas URLs curtas começam a ser exploradas pelos cibercriminosos e se as pessoas não estiverem conscientes dos riscos, não souberem como verificar se uma URL é falsa, teremos um enorme problema por vir.

De nada vai adiantar a empresa bloquear o acesso aos sites XYZ se estas URLS começam a ser utilizadas por spammers em pishing, potencializando o ataque através do despreparo das pessoas.

Defendo a utilização dos recursos e sites de forma consciente e produtiva e isso as empresas só conseguem com treinamento e capacitação, obviamente a utilização de ferramentas de controle e monitoramento ajudam em muitos casos, porém com esta nova geração chegando, as empresas vão ser obrigadas a afrouxarem os bloqueios em seus filtros de conteúdo, até mesmo porque algumas delas já perceberam o quanto estes sites podem ser úteis aos negócios, monitorando o que as pessoas comentam sobre a marca, ou um produto, ouvindo seus consumidores, mantendo seus clientes informados dentre inúmeras finalidades.

Pense a respeito, e reflita: bloquear ou não eis a questão.

Sobre o autor

Thiago Bordini – thiago@bordini.net
Formado em Sistemas da Informação pela UNIBERO, pós graduado em Segurança da Informação pelo IBTA e MBA em Gestão de TI pela FIAP, atua na área de TI a 14 anos. Atualmente trabalha na Skylan Technology como Analista de Segurança. Profissional Certificado pela Microsoft em Servidores Windows. Palestrante em diversas instituições de temas como Virtualização, Segurança e Redes. Professor universitário da Universidade Bandeirantes – UNIBAN. Membro organizador do Hackers Construindo Futuros – HCF Brasil. Fundador do Stay Safe PodCast e Revista. Membro organizador do CSA Brasil (Cloud Computing Security Aliance).

Thiago Bordini é leitor do Blog Pensando Grande e contribuiu com este artigo. Se você também tem uma história para contar ou quer dar sua opinião, entre em contato com o Pensando Grande, a ‘Voz do Empreendedor’ é um espaço para nossos leitores. As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor.

Feira ajuda empreendedor a escolher sua franquia

07/7/2010

A ABF Franchising Expo 2010, um dos mais importantes eventos do setor de franquias, acontece entre os dias 9 e 12 de junho em São Paulo. Um das maiores da América Latina, a feira promete fazer desta 19ª edição a maior já realizada até hoje, com a presença de 320 expositores e co-expositores em 23 mil metros quadrados no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte.

O mercado de franquias movimenta cada vez mais dinheiro ao redor do mundo. No ano passado, o setor cresceu 14,7% e faturou R$ 63 bilhões. A expectativa é que em 2010 o crescimento ultrapasse os 15%. De acordo com seus organizadores, em sua última edição, a Franchising Expo recebeu 39 mil visitantes e gerou R$ 30 milhões em negócios. A expectativa da ABF (Associação Brasileira de Franchising) para este ano é gerar R$ 99 milhões.

O destaque nesta edição é a participação de microfranquias, aquelas que exigem investimento até R$ 50 mil. Um dos exemplos de sucesso de microfranquia é o BCU – Banco de Cordão Umbilical, por exemplo, que oferece serviços de armazenamento de células-tronco, utilizadas atualmente no tratamento de diversos tipos de doenças. A franquia está presente em mais de 26 cidades da América Latina. Além dessa, também estarão presentes marcas como a rede Costura do Futuro, o Emagrecentro, a Franquia Paraná Crédito, entre outras.

No evento também acontecem palestras e cursos de capacitação para empresários que desejem abrir a sua franquia. Os cursos rápidos abordam temas como como escolher e negociar pontos comerciais e aspectos jurídicos da franquia, a taxa para participar é de R$ 10. Clique aqui e veja a programação completa.

Quando: De 9 a 12 de junho (das 13h às 21h durante a semana e das 12h às 18h no sábado).

Onde: Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo (Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme).

Quanto: R$ 40.

Cargo novo, vida nova

19/19/2010

Conheça a história inspiradora de Amália, uma executiva que resolveu mudar sua vida, abandonou a presidência de grandes corporações e abriu seu próprio negócio.

O segmento de beleza registrou nos últimos 14 anos crescimento de 10% ao ano. Em 2009 o crescimento em relação ao ano anterior foi de 14,4%, totalizando uma receita de R$ 14 bilhões em vendas. Mas qual a relação existente entre esses números de bom desempenho e Amália Sina, ex- presidente da Philip Morris do Brasil, da Walita do Brasil e sênior vice-presidente da Philips para a América Latina?

 Assim como 69% dos executivos-chefes da América Latina (dados de pesquisa da Korn/Ferry, consultoria multinacional de recursos humanos), essa alta executiva não estava satisfeita com o seu emprego e resolveu jogar tudo para o ar e abrir sua própria empresa, no gordo setor de cosméticos. “Eu apenas mudei para um setor mais perfumado”, comenta ela. 

 A frustração e angústia que esses presidentes sentem podem estar diretamente relacionadas ao fato de não estarem caminhando rumo a sua autorealização. Esse foi também o caso de Amália: “O ser humano não se satisfaz só de dinheiro, quer reconhecimento. Não dá para ter tudo. É um paradoxo qualidade de vida e poder, dinheiro etc.. é impossível. Eu paguei um custo emocional altíssimo“, conta.

 “Notei que quando saia das empresas, elas estavam muito melhores. Também aprendi que elas são iguais, funcionam da mesma forma:  tem o produto e o cliente… Aí decidi que não queria mais ter chefe e que  poder e liberdade não andam juntos”, essas observações foram o primeiro passo que  resultou na inauguração da Sina Cosméticos.

 A pesquisa da Korn/Ferry colocou em números uma realidade que se torna cada vez mais comum entre esses executivos: após anos de vida gastos com dedicação quase que exclusiva à profissão, percebem que no topo de uma empresa não há nada além do topo. “Aos 20 anos eu tracei uma meta para minha vida: seria presidente antes dos 50 anos. Alcancei essa meta antes dos 40. A questão é que quando se chega lá muito rápido, vem um grande vazio. E foi isso que eu senti”, relembra Amália.

E NASCE A SINA

 “Começar uma empresa do nada é assustador, mas também é fantástico”, desabafa a empresária. Sem dúvida nenhuma o Knowhow de Amália como administradora foi fundamental para que ela pudesse gerir sua marca própria. “Aqui eu tenho características minhas que naquele ambiente eram defeitos, e vice-versa. Eu não posso deitar em berço esplêndido porque tive uma careira fantástica como executiva”.

 Entretanto, as diferenças entre comandar uma empresa com 22 funcionários e uma com filial em mais de 22 países são gritantes. “Eu estava acostumada a dirigir uma Ferrari, qualquer problema eu chamava um time de advogados e em 2 minutos eles resolviam. Hoje em dia eu dirijo um New Beatle. É novo, é 0 bala, funciona direitinho, mas é um fusca”, palavras de Amália para comparar as suas experiências.

Para Amália, abrir uma franquia nunca foi uma opção a ser cogitada. “Franquia é um Xerox você não cria nada, você continua sendo subordinado. Eu não quis isso pra mim. Eu queria fazer tudo”. Como ela mesma diz, cuida de tudo em sua empresa, de cabo a rabo. A empreendedora criou desde as fragrâncias de seus produtos, até o rótulo e a embalagem que iria usar. 

Motivada por esse sentimento, e também por outras razões, como a vontade de deixar um legado para seu filho e a possibilidade de ter liberdade total para gerir sua empresa impulsionaram Amália para, em 2006, dar uma guinada em sua vida: decidiu se lançar como empresária, com a entrada da Sina Cosméticos no bilionário segmento da beleza. “Ninguém gosta de ter chefe, eu também não. Então decidi criar meu próprio ambiente e comecei a pesquisar os mercados”. A empresária conta que bateu o martelo ao se deparar com a informação de que a indústria de cosméticos crescia 12,5% ao ano, há 24 anos. Nas palavras de Amália: “Autoestima nunca sai de moda”.

A Sina Cosméticos foi inaugurada em 2006. Na época foram lançados 15 produtos, e a fábrica fazia 25kg de cada linha. Em 6 meses a empresa já apresentava um crescimento surpreendente: Amália estava fabricando uma tonelada de cada produto por mês. Ela continua: “Se eu dirigir com a força e a velocidade que eu dirijo a Ferrari, eu bato. Mas se eu fosse na velocidade que os pequenos empresários vão, eu não estaria do tamanho que eu estou hoje”.

O resultado dessa mudança toda foi que Amália ganhou em qualidade de vida e está mais feliz:

“Quero fazer minha empresa crescer e ser inspiração para outras pessoas. Quando você é empresário você pensa mais nos outros. Dá para viver bem se você quiser. Como empreendedora eu produzo mais e tenho liberdade. Nesses últimos 4 anos eu nunca me arrependi de ter feito essa escolha”.

As expectativas da empresária  para 2010 são animadoras. Pretendem ampliar sua linha de produtos. A Sina Cosméticos começa 2010 com uma nova marca no mercado, a Bio Emotion: “Meu objetivo hoje em dia é gerar empregos. Acredito que alguém tem que construir as Naturas do futuro, as grandes empresas em que as pessoas irão trabalhar, e é assim que estou trilhando os passos da Sina”, finaliza ela.


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