Há alguns anos a ideia de ter o negócio próprio era distante. O medo, a dificuldade de acesso ao crédito, a instabilidade econômica e a falta de informação frearam os sonhos de brasileiros que cogitaram abrir uma empresa.
Em 2006 entrou em vigor a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa que, aliada ao crescimento da internet, reverteu o quadro e fez com que as pequenas empresas fossem responsáveis por uma grande fatia na economia nacional.
Recentemente o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior revelou que as pequenas e médias empresas brasileiras podem superar a meta de crescimento de 3% em participação no mercado internacional. Esta notícia animou não só os empreendedores, mas também estrangeiros que buscam no Brasil produtos diferenciados.
O Pensando Grande conversou com a professora Dariane Castanheira, do Programa de Capacitação da Empresa em Desenvolvimento (Proced/FIA) que revelou pontos importantes sobre a internacionalização das pequenas empresas.
Entrando no mercado exterior
O principio básico para se abrir uma empresa é comercializar um serviço ou produto que o cliente tenha necessidade. Isso também se aplica quando um empreendedor volta seus esforços para o mercado internacional, mas nada adianta ter um produto inovador, uma estrutura sólida e capital sem um plano estratégico detalhado. “É preciso que os empresários entendam que o salto internacional requer estratégia mercadológica. Saiba o que determinado país quer e precisa consumir. Entenda sua cultura antes de tudo. Não adianta vender biquíni no Oriente Médio, por exemplo”, explica Dariane. Se a empresa já possui um produto ou serviço interessante ao mercado externo é necessário adequá-lo a um padrão geográfico e estudar as formas de divulgação naquela região.
Após fazer esta análise é preciso transformá-la em número para saber se é financeiramente viável. “Impostos, exportação, matéria prima, tudo isso tem que ser colocado na ponta do lápis. Por mais que alguém queira vender e alguém queira comprar, de nada adianta uma série de esforços se o negócio não for rentável.”, afirma a professora que possui MBA em Gestão Empresarial. Dariane também conta ao Pensando Grande que, sob sua ótica, as áreas agrícola, artesanal e de serviços na parte de informática e telefonia têm tudo para crescer internacionalmente. “Antes de investir no negócio o empreendedor precisa arquitetar bem esta análise. Ela deve ser feita imaginando o futuro da empresa daqui a cinco anos. Desta forma o empreendedor consegue enxergar prejuízos e criar expectativa para melhorá-los”, complementa.
Segundo a professora um grande problema para internacionalização de empresas está no comportamento do empreendedor brasileiro. Não é difícil encontrar empresas que enfrentam oscilações graves por falta de capacitação gerencial. Isso acontece porque parte dos empresários acredita que domina todas as áreas da empresa, mas isso é completamente errado e pode limar a empresa no primeiro movimento. As empresas procuram, cada vez mais, programas de capacitação e cursos para os empresários. Para atender a esta demanda, a FIA oferece o curso MBA CTI – Conhecimento, Tecnologia e Inovação, destinado a empresas e empreendedores interessados em potencializar a inserção competitiva do Brasil na economia mundial. Clique aqui para saber mais.
Além da gestão, outra barreira é a carga tributária. “Se formos comparar, o Brasil é o terceiro país com maior carga tributária no mundo. O governo está dando diversos subsídios para as pequenas empresas, porém o empresário deve redobrar a atenção nas cargas tributárias. Este é um problema que não será solucionado à curto prazo, logo, a exportação encarece”, finaliza Dariane.
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