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Como transformar seu negócio em uma franquia

29/29/2010

Alexandre Gil Latauro é um dos pequenos empresários que mantém seu negócio na Incubadora do NIT – Núcleo de Inovação e Tecnologia da Universidade Mackenzie. Sua empresa, a Zelo Engenharia Predial, foi criada para suprir uma necessidade de prestação de serviços ao mercado de condomínios.

O empreendedor está atento às novidades e, acreditando no potencial do seu negócio, propõe uma inovação no processo de oferecer um serviço para esse nicho do mercado. A Zelo Engenharia Predial trabalha com gestão predial, obras e economia de água e energia. Latauro estruturou o plano de negócios para que, em dois anos, possa transformar sua empresa em uma franquia.

Transformar uma empresa em uma rede de franquias é um passo que precisa ser avaliado com bastante rigor. “Não é qualquer empresa que está pronta para dar esse passo. Ela precisa estar madura”, alerta Claudia Bittencourt, consultora e sócia da Bittencourt Consultoria, empresa especializada em expansão de negócios.

Antes de dar esse passo, a empresa tem que estar devidamente estruturada para iniciar o processo, essa avaliação é feita por meio de um estudo estratégico. Alguns fatores do negócio são avaliados: os controles financeiros, em que momento de desenvolvimento a empresa está, a capacidade de produção, diferenciais do negócio, knowhow do proprietário e avaliação financeira de um futuro possível franqueado.

A análise financeira de um futuro franqueado é feita para estimar qual será o investimento inicial necessário, qual será o retorno mensal e quanto de royalties o franqueador poderá cobrar.

Antes de iniciar a operação o candidato a franqueador precisa realizar uma análise financeira do seu negócio e elaborar um contrato jurídico adequado. Nesse contrato também entrará um manual da franquia, no qual todos os processos do negócio serão especificados para o franqueado. A elaboração do manual também inclui estruturar uma infraestrutura de treinamento aos futuros franqueados.

O próximo passo é buscar franqueados no mercado, avaliar onde será lançada a franquia, bem como qual é o perfil dos futuros franqueados, também é fundamental para que a operação seja bem sucedida.

A principal etapa para estruturar uma operação de expansão de negócio para uma rede de franquias acontece depois dos estudos prévios e da elaboração dos manuais da franquia. “O empresário precisa cuidar da gestão da franquia. É isso que vai fazer o negócio se manter”, diz Claudia. De acordo com a consultora, a chave do sucesso é o empresário garantir que todo o suporte e treinamento adequado serão dados aos franquados. Ela continua frisando o quão importante é ter uma equipe capacitada exclusivamente para isso. “Não é qualquer empresa que está pronta para dar esse passo. Ela precisa estar madura”, reafirma.

Conheça 4 franquias com investimento inicial de até R$ 50 mil

14/14/2010

Um dos maiores obstáculos para novos empreendimentos é o capital inicial para investir no negócio. Muitas vezes, o sonho de empreender é barrado neste estágio. As microfranquias, com investimento inicial até R$ 50 mil, são uma alternativa viável para quem tem pouco capital. Para Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF “A tendência é que o segmento de microfranquias continue crescendo. A franquia profissionaliza o negócio e ajuda a manter a clientela”, comenta.

Arthur Hipólito detectou no segmento de serviços um espaço a ser preenchido por microfranquias. Atual presidente e fundador da Zaiom Home Based Franquias, aproveitou a feira para lançar diversas oportunidades de negócio, como a Dog Relax, uma franquia de cuidados Vips para animais com investimento inicial de no máximo R$ 20 mil. “Aqui no Brasil franquia é sinônimo de altos investimentos. Eu pensava ‘que raios de pequenas empresas são essas que precisam de investimento de R$ 1 milhão para começar’?”, relembra o empreendedor.

As operações da Zaiom começaram em 2008, quando Arthur lançou a Tutores, que presta serviços de reforço escolar multidisciplinar. Atualmente a Tutores já tem mais de 121 unidades franqueadas. O investimento inicial também não ultrapassa R$ 20 mil. “Percebi que tínhamos entrado em um nicho novo de negócio. Que eu apenas precisava ter um conceito bem estruturado e pessoas treinadas para abrir uma franquia”, conta Hipólito.

“O setor de prestação de serviços, desde assistência à idosos até reforço nas escolas abre muitas portas para esse tipo de negócio. Em geral são franquias home based, cujo investimento inicial é reduzido. Notamos que a Classe C, cujo crescimento no país é cada vez maior, está com capital e investe nesse tipo de negócio”, analisa Camargo. Arthur compartilha a opinião: “Temos no Brasil um público disposto a pagar por atendimento de primeiro mundo. Com franquias de prestação de serviço nós conseguimos profissionalizar essa atividade e suprir a demanda”, explica.

Além da Tutores e da Dog Relax, outras opções de microfranquias do grupo Zaiom são a Amigo do Computador, primeira franquia brasileira de manutenção local de computadores e redes, e a Dr. Jardim, prestadora de serviços no segmento de manutenção de jardins e piscinas, ambas com investimento inicial de R$ 20 mil.

Uma das razões para o custo reduzido é a simplicidade de implantação do sistema. Boa parte dos franqueados trabalham em casa, um dos requisitos básicos é ter um computador com acesso à internet para iniciar as operações. Apesar do investimento inicial ser pequeno, é importante não confundir microfranquia com baixa rentabilidade. “Temos muitos exemplos, como o de uma franqueada da Tutores que chega a faturar R$ 45 mil por mês”, diz Arthur.

Antes de investir em uma franquia, pesquise bastante sobre o franqueador, mercado e o produto ou serviço a ser disponibilizado. Outra dica é conversar com franqueados para saber quais as vantagens e dificuldades do negócio.

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Feira ajuda empreendedor a escolher sua franquia

07/7/2010

A ABF Franchising Expo 2010, um dos mais importantes eventos do setor de franquias, acontece entre os dias 9 e 12 de junho em São Paulo. Um das maiores da América Latina, a feira promete fazer desta 19ª edição a maior já realizada até hoje, com a presença de 320 expositores e co-expositores em 23 mil metros quadrados no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte.

O mercado de franquias movimenta cada vez mais dinheiro ao redor do mundo. No ano passado, o setor cresceu 14,7% e faturou R$ 63 bilhões. A expectativa é que em 2010 o crescimento ultrapasse os 15%. De acordo com seus organizadores, em sua última edição, a Franchising Expo recebeu 39 mil visitantes e gerou R$ 30 milhões em negócios. A expectativa da ABF (Associação Brasileira de Franchising) para este ano é gerar R$ 99 milhões.

O destaque nesta edição é a participação de microfranquias, aquelas que exigem investimento até R$ 50 mil. Um dos exemplos de sucesso de microfranquia é o BCU – Banco de Cordão Umbilical, por exemplo, que oferece serviços de armazenamento de células-tronco, utilizadas atualmente no tratamento de diversos tipos de doenças. A franquia está presente em mais de 26 cidades da América Latina. Além dessa, também estarão presentes marcas como a rede Costura do Futuro, o Emagrecentro, a Franquia Paraná Crédito, entre outras.

No evento também acontecem palestras e cursos de capacitação para empresários que desejem abrir a sua franquia. Os cursos rápidos abordam temas como como escolher e negociar pontos comerciais e aspectos jurídicos da franquia, a taxa para participar é de R$ 10. Clique aqui e veja a programação completa.

Quando: De 9 a 12 de junho (das 13h às 21h durante a semana e das 12h às 18h no sábado).

Onde: Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo (Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme).

Quanto: R$ 40.

De uma barraquinha de cachorro quente ao comando de 11 lojas

31/31/2010

Conheça um pouco mais a história de sucesso do empreendedor que começou com uma barraquinha de cachorro quente na Avenida Paulista, em São Paulo, e hoje tem 11 lojas espalhadas pelo Brasil

Em 2001 Leandro Neves montou um carrinho de cachorro quente na Avenida Paulista, uma das mais movimentadas da cidade de São Paulo. O lanche, já tradicional na região, fez tanto sucesso que pouco tempo depois o chamado “dogão de rua” ganhou uma marca própria e loja fixa, também nos arredores da Paulista: a Black Dog. Leandro batizou o empreendimento de Black Dog em homenagem à musica da banda inglesa de rock Led Zeppelin. O logotipo, um desenho de um moderno cachorrinho com um ketchup nas mãos, passou a identificar o seu negócio.

“Eu sempre pensei grande! Mas também não imaginava que minha barraquinha viraria tudo isso”, comenta Leandro quando questionado em relação aos seus planos iniciais com o carrinho de cachorro quente. A ponto informal de Leandro já dava lucro quando o empresário decidiu partir para uma loja fixa e regularizar o empreendimento. Entretanto, esse passo representou também algumas novas dificuldades comuns aos pequenos empresários: como gerir seu negócio e seu time de funcionários com maestria?

Apesar dessas dificuldades, Leandro se saiu bem e a marca prosperou. Os recheios dos sanduíches e as facilidades de lanchonete 24 horas conquistaram o paladar da freguesia paulistana. Em 2005 surgiu uma proposta de expandir a marca e abrir algumas franquias. “Eu via a franquia como uma forma de agregar valor à marca e crescer, mas não estava correndo atrás disso. Então a oportunidade bateu à minha porta”, explica.

Entretanto, nem tudo são rosas na história do empreendedor. A partir desse momento Leandro rapidamente abriu oito lojas e iniciou uma expansão desenfreada. “O problema foi que eu não planejei nada direito. Meu crescimento foi mal estruturado, então eu abria algumas lojas e parava. Abria mais algumas e parava”, comenta o empresário.

A falta de planejamento rapidamente foi sentida no negócio. Reclamações em relação ao atendimento ruim e à queda de qualidade nos ingredientes dos sanduíches passaram a ser cada vez mais frequentes. “Depois de tomar porradas eu resolvi arrumar a bagunça. Percebi, por exemplo, que tinha sido a qualidade dos produtos dos meus fornecedores que havia caído. Então troquei de fornecedores”, explica Leandro.

Novidades

A rede de lanchonetes Black Dog começou 2010 com muitas novidades. O empresário conta que está fazendo uma reestruturação completa de sua marca e ressalta a importância de, para se obter sucesso em um negócio, ter um planejamento estratégico bem definido e objetivo. “Resolvi começar algumas coisas do zero. Criamos um posicionamento diferente, acompanhado de um cardápio completamente repaginado”, revela.

Para Leandro, ter uma equipe de funcionários bem preparados é um dos fatores de sucesso. “O atendimento tem que ser impecável. Como parte dessa mudança, estamos reciclando nosso time. Fazendo treinamentos e contratando novas pessoas”, comenta o empresário, que enquanto conversava com o Pensando Grande participava de uma seleção de novos funcionários para a rede.

Atualmente, a Rede Black Dog conta com 11 lojas, localizadas nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Goiânia. Quando indagado em relação ao segredo do sucesso de sua marca, Leandro não hesita. “Insistência”, afirma risonho. “Não tem muito segredo, acredite no seu negócio e persista”, finaliza.

Devo abrir uma franquia?

11/11/2010

Hoje em dia o Brasil ocupa o 3º lugar no ranking mundial de países com maior número de franquias. Em 2009, foram abertas 14.365 novas franquias, que totalizaram um faturamento de R$ 240 bilhões. E aí, você quer uma fatia desse bolo?

678194_89701121Para quem está em busca de um novo negócio, esses dados são mais do que animadores. Entretanto, abrir uma franquia não é a melhor opção para todos. “Para algumas pessoas a franquia pode ser uma boa, para outras não. Pessoas com perfil empreendedor não se darão bem com essa alternativa. O empreendedor monta o seu negócio, pois acredita que tem o know how pra tal.”, explica Marcus Rizzo, especialista em franquias e diretor da consultoria Rizzo Franchise. Quando se compra uma franquia, está se comprando uma curva de aprendizagem e um método, que de alguma forma deu certo. Empreendedores, com perfis mais independentes, normalmente encontram dificuldade para lidar com esse direcionamento. 

Outro fator que costuma pesar na decisão de um empresário no momento de abrir uma franquia ou empreender um novo negócio é o investimento inicial, que no caso de franquias é consideravelmente maior. Entretanto, na opinião de Marcus, isso é apenas uma ilusão, pois aquele velho ditado “o barato pode sair caro”, muitas vezes, se torna verdadeiro: “A médio e longo prazo é menor. De alguma maneira o investimento inicial para um negócio independente é mais barato, mas você não tem como prever o quanto vai gastar com todos os percalços que surgirão no caminho.”, explica o especialista.

Dados da IFA –International Franchise Association- revelam que 23% das pequenas empresas fecham suas portas no primeiro ano, ao passo que isso acontece com apenas 3% de empresas franqueadas. Ao término de 10 anos, as estatísticas são ainda mais assustadoras: 80% de pequenas empresas contra 9% de franquias. Esses resultados podem estar diretamente ligados à segurança e ao respaldo oferecidos por uma rede de franquias, que auxiliam o empresário a tocar seu negócio.

A carioca Leila Guerra abriu sua empresa há 11 anos, uma franquia da rede Instituto de Depilação Pello Menos, e relata que a estrutura e a segurança oferecida por uma rede de franquias foram fatores determinantes no momento da opção por esse tipo de negócio, e, além disso, contribuíram muito para o seu sucesso: “Eu não tinha experiência nenhuma como administradora de um negócio, por isso optei pela franquia. Eles já tinham uma estrutura.  Somos assessorados a todo momento, desde a parte de conhecimento de depilação, até a parte jurídica da empresa. Esse  respaldo é fundamental. Nesse setor falta formação de profissionais, e como somos uma franquia, estamos melhor qualificados.”, comenta ela.

Esse também é o caso de Milton Takabayashi, que em maio de 2001 montou sua primeira franquia, uma loja da rede de comida asiática Jin Jin Wok, em Londrina, e hoje já possui lojas em Maringá, Foz do Iguaçu e se prepara para esse ano inaugurar mais uma em Curitiba. Ele conta que graças ao sistema de franchise, ao oferecer a possibilidade de compra de um negócio que já foi testado e aprovado, diminui exponencialmente as dificuldades para administrar uma loja de rede de fast food sem experiência nenhuma, como foi o seu caso: “Sempre quis ter meu próprio negócio. Eles me treinaram e me ensinaram a operar a loja. Enfim, me mostraram como dar os primeiros passos. Eu não sabia fazer um bom controle de estoque, como lidar com funcionários, administrar cargas tributárias e encarar a concorrência. A franquia me ajudou com tudo isso. Eles oferecem treinamento para gerentes e funcionários, visitas constantes de nutricionista e cozinheiros, implantação de planilhas de controle de estoque e financeiro e manuais de procedimentos operacionais”, conta o empresário.

Aparentemente Milton está investindo certo, pesquisa da Rizzo Franchise revelou que o setor de alimentação foi o que teve o maior crescimento em 2009. Porém, na opinião do consultor Marcus Rizzo, a escolha de uma franquia deve se levar em consideração outros fatores, além de indicadores de mercado, como o gosto pessoal e a afinidade com o negócio. “A pessoa tem que se ver nesse negócio. A decisão que é 100% racional parte do franqueador, não ao franqueado. Uma franquia que dá dinheiro é aquela que tem um franqueado presente. A pior coisa do mundo é você comprar o melhor negócio do mundo e não gostar dele. É o olho do boi que engorda ele. Mas o dono tem que gostar de boi”, enfatiza.  

Antes de escolher uma franquia, nosso consultor faz três recomendações:

- Cuidado com intermediários. Corretores trabalham com comissão e querem levar dinheiro pra casa. Pesquise muito antes de assinar qualquer contrato.

- Converse com 4 franqueados do negócio: 2 com dois anos, ou menos, de experiência e 2 com mais de 2 anos. Eles vão te contar tudo.

- Se identifique com o seu negócio, e não acredite muito em indicadores econômicos.

O recém formado em administração, Mauricio de Carvalho, se prepara para inaugurar seu primeiro negócio, uma franquia da Didio Pizza e, assim como sugeriu Marcus, sua empatia com a marca foi fundamental para a realização do negócio: “Foi a primeira franquia que eu tive contato, mas nenhuma outra me atraiu como essa. Eu sou um apaixonado por pizza, sempre fui muito ligado a comida. Além disso, eles são metódicos, e eu também sou”.  

 Mauricio, o Pensando Grande deseja muito sucesso para você e sua empresa em 2010! Ah, que tudo termine em pizza!


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