
Thiago Bordini
A quinta-feira começou agitada na Campus Party, na arena Inovação, Thiago Bordini, consultor em Segurança da Informação, falou sobre os riscos do uso inadequado de mídias sociais nas empresas. O profissional é membro da HCF – Hackers construindo futuro, ONG focada no treinamento e capacitação de jovens para mercado de segurança da informação.
Dados da consultoria McCann apontam que 72% dos internautas possuem um perfil em redes sociais, 93% assistem vídeos online, 84% visitam as páginas de seus amigos e 67% são leitores de blogs. Uma infinidade de informações transita nestas atividades, muitas delas são pessoais e fornecem a criminosos dicas preciosas. Para Bordini, os principais problemas de segurança no uso de redes sociais são fruto do descuido dos usuários. Algumas atitudes foram citadas pelo especialista como as mais arriscadas e que devem ser evitadas:
- Divulgação de informações pessoais, como endereço e telefone, em sites de relacionamento como Orkut e Facebook;
- Postagem de atividades diárias em sites como Twitter;
- Divulgação da conquista de bens de consumo, isso pode chamar a atenção de criminosos;
- Falta de cuidado no preenchimento de cadastros, os brasileiros facilmente fornecem dados sigilosos como o número do CPF.
A maioria das pessoas não cuida de suas informações pessoais, e este comportamento se reflete na vida profissional. “O elo mais fraco da corrente de segurança da informação é sempre o usuário, cerca de 70% dos problemas de segurança são ocasionados por funcionários da própria empresa”, avalia Bordini.
O consultor fez um teste para descobrir quanto tempo uma pessoa leva para fornecer dados confidenciais para um desconhecido pela Internet. A experiência foi realizada no último dia 14, por volta das 15h, no chat de um grande portal. Identificado como ‘empresário28’, o especialista iniciou uma conversa com uma participante da sala. Em pouco tempo disse que era proprietário de uma consultoria de Recursos Humanos, em menos de 22 minutos, Bordini recebeu o currículo com todas as informações pessoais da usuária do chat.
“O bloqueio ao acesso às redes sociais nas empresas não é saudável. Treinar os funcionários para um uso consciente e seguro é muito mais eficaz”, explica o especialista. Bordini defende que a segurança da informação deve ser um hábito, fazer parte do cotidiano de todos, tanto em relação às informações pessoais quanto corporativas. “A conscientização dos colaboradores é uma vertente muito evidente”, finaliza.
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