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Transparência nas pequenas empresas é premissa para captar investimentos

24/24/2010

Durante o Seminário Internacional de Empreendedorismo o Blog Pensando Grande conversou com o professor Stephen Spinelli, um dos mais reconhecidos especialistas no tema do mundo. Confira a entrevista exclusiva a seguir.

Atualmente fala-se muito em exportação como premissa para inovação nas pequenas e médias empresas, gostaria que você comentasse esse panorama.

Minha primeira reação para a sua questão é dizer: eu não penso em pequenas e médias empresas, mas sim em termos de empresas que querem crescer e empresas que não têm essa meta. Os novos empreendedores precisam ter esse espírito e querer crescer, aí sim eles podem ser inovadores e expandirem seus negócios para outros mercados.

Como as pequenas e médias empresas podem atrair investimento estrangeiro?

Essa é uma questão que envolve transparência, um assunto sério no Brasil. Aqui não há uma cultura de compartilhar as informações e resultados da sua empresa. Um investidor capitalista quer saber exatamente o que está acontecendo no negócio, como seu capital está sendo empregado. Essa é uma questão nos Estados Unidos e outros países também. Os empreendedores precisam entender o que um modelo de transparência dentro das empresas significa e quando isso acontecer e for implementado, a confiança no Brasil aumentará imensamente. É preciso criar uma cultura de transparência financeira e criar modelos que se encaixem nessa premissa.

Como você enxerga o cenário de empreendedorismo no Brasil, ele é tão promissor para novos empreendedores como se tem falado?

As empresas já estabilizadas estão se sentindo mais seguras para investir no Brasil, mais do que os investidores. Para aumentar o número de investimentos no Brasil é preciso, como eu disse antes, que as empresas tenham uma política de transparência, mas acho que o Brasil está em um bom caminho. Aqui há uma cultura de consumo muito forte, o mercado aqui é muito forte, setor de serviços, por exemplo, está crescendo muito. Agora os empresários estão profissionalizando serviços e isso atrai investimentos. O importante é pensar grande!

Você acha que aqui nós temos uma cultura de não valorizar nossos próprios produtos? Essa mentalidade atrapalha o crescimento das PMEs e do mercado como um todo?

É importante ter uma cultura de valorizar e agregar valor aos serviços oferecidos. Resolvemos essa questão quando o empresário pensa seu negócio não como uma forma de criar empregos apenas, mas também como uma forma de agregar valor. É preciso ter consciência de que com isso ele faz parte de um um complexo ecossistema. Aqui no Brasil há todos os ingredientes para que o empreendedorismo exploda e prospere. Mas quais são as barreiras que ainda impedem que isso aconteça? Falta maturidade do sistema e também falta os empresários entenderem como podem se colocar nesse ecossistema e todos os seus componentes. Ele não precisa, por exemplo, ser necessariamente hightech. Um bom exemplo de mentalidade empreendedora e valor agregado a uma marca é a Starbucks. É uma casa de café! E tem em qualquer lugar do mundo. Qual a diferença entre o dono da Starbucks e o dono de um café de bairro?  É uma questão de pensar como empreendedor e ter a noção que se pode expandir, querer atender a um mercado maior. É esse o valor que eu quero agregar com o livro que estou lançando no Brasil ao lado de Jeffry Timmons e José Dornelas: “Criação de Novos Negócios – Empreendedorismo para o século XXI”. Mostrar aos empresários que é tudo uma questão de ter visão empreendedora, entender o ecossistema e se colocar adequadamente.

Você acredita em pefil empreendedor?

Eu acredito que 90% das pessoas são empreendedoras. Acho que existem alguns gênios e alguns idiotas, o resto do mundo pode empreender. O problema é que nas escolas eles ensinam como não ser empreendedor. Eles condenam o erro. Talvez uma pessoa aprenda muito cometendo um erro. Existe comportamento empreendedor, não personalidade empreendedora. Algumas pessoas tem traços que podem favorecer esse comportamento, mas todos podem ser. Está na cabeça da pessoa, ela pode querer ser o Bill Gates ou ser o vendedor de sorvete da esquina. O ensino nas escolas está equivocado, o importante é o processo de aprendizagem, não o resultado. Thomas Edson tentou durante muito tempo descobrir uma maneira de ligar aquela lâmpada e a cada erro ele comemorava pois sabia que estava mais próximo da resposta correta, é assim que um empreendedor deve pensar!

Inovação ao alcance das pequenas empresas

22/22/2010

Inovação é um dos pilares para o desenvolvimento, crescimento e manutenção das empresas no competitivo mercado, e quando o assunto é gestão empresarial, a palavra ‘inovação’ não sai da roda. Entretanto, por onde um pequeno empresário deve começar para inovar seu negócio? Investir em inovação é garantia de sucesso no mercado? O que exatamente é inovação? O Pensando Grande conversou com Claudio Terra, CEO da TerraForum, consultoria especializada em gestão de inovação, para elucidar algumas dessas questões. Confira a seguir o bate papo.

De acordo com a última pesquisa do GEM, 83,5% das PMEs brasileiras não pensam em inovar, qual o motivo desse número tão expressivo?

Primeiro temos que definir o que é inovação. Existem duas categorias para esse conceito: em primeiro lugar podemos falar de algo radical, como uma nova tecnologia bastante complexa, por exemplo. Na segunda categoria se encaixam processos, que podem acontecer em qualquer departamento da empresa, que por alguma razão sejam diferenciados. Se pensarmos nessa perspectiva mais ampla a maioria das PMEs está inovando o tempo todo.

Mesmo assim, qual a razão para as empresas ainda investirem tão pouco em inovação?

O grande problema do pequeno e médio empresário brasileiro é que essas inovações ocorrem de forma desorganizada. PMEs não tem, por exemplo, funcionários responsáveis por pensar mecanismos de inovação. Além disso, sempre, em algum momento alguém vai copiar a sua inovação. No começo você ganha mercado, há uma janela de oportunidade onde você introduz a inovação e então você tem uma saída competitiva. As PMEs não contam com pessoas pensando em como inovar. Não há uma meta e sistematização disso.

Por que fundos de investimento alternativos buscam empresas inovadoras como premissa para investir?

Essas empresas de Venture Capital estão interessadas em empresas que tenham inovação tecnológica. Os investidores querem inovações que sejam difíceis de copiar para ampliar a sua vantagem no mercado.

Clique aqui para ler um post sobre venture capital.

Por onde PMEs podem começar para incluir processos inovadores na gestão de suas empresas?

Gestão de inovação precisa de uma rotina, por mais paradoxal que esse conceito possa parecer.  Criatividade é você pensar em originalidade e inovação é ser eficiente em fazer com que novas ideias sejam implementadas na sua empresa. Independentemente da onde tenham surgido essas ideias.

Quais primeiros passos os empresários podem dar para criar essa política de sistematização?

O que PMEs podem implementar são pessoas de qualquer área, que sejam responsáveis por organizar maneiras e métodos para que os funcionários possam contribuir com ideias de como inovar. Além disso, é importante ter uma verba destinada a isso para testes. Reuniões semanais de brainstorm também podem ser muito frutíferas. Outra boa ideia é criar um blog corporativo para os funcionários. Desse tipo de iniciativa podem sair boas ideias. A grande questão é sistematizar.

Leia mais sobre blogs corporativos aqui e sobre como aumentar a audiência do seu blog aqui.

Como lidar com os riscos que uma inovação pode trazer?

Toda inovação tem um risco. Então a dica é começar a inovar a partir das necessidades dos clientes. O principal é encontrar um cliente que queira pagar pela inovação. Determine as necessidades dele que ainda não estão sendo atendidas, para tal, fazer fóruns onde você poderá ouvir seus clientes é uma excelente saída.

Para saber mais, você pode consultar a biblioteca virtual da TerraForum clicando aqui.

Como abrir o capital da sua pequena empresa

01/1/2010

O Inovar é um projeto da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos, criado em 2000, para apresentar uma alternativa às pequenas e médias empresas com dificuldade em obter crédito para investir na expansão de seus negócios.

A atuação do Inovar se dá por meio de um programa estruturado de fomento ao venture capital, ou seja, investimento privado. O programa conta com basicamente duas vertentes: em um primeiro momento as empresas inovadoras previamente selecionadas passam por um processo de preparo e capacitação de empreendedores para que participem do Venture Forum, um encontro de negócios no qual esses empresários serão apresentados aos possíveis futuros investidores.

Podem participar do  Inovar empresas inovadoras. “Esse é um conceito muito amplo, mas a empresa inovadora é aquela que propõe a introdução de um novo produto ou serviço melhorado no mercado. Mas podemos considerar esse conceito com o diferencial de marketing também”, explica André Calazans, chefe do departamento de capital semente da FINEP.

Entretanto, a decisão por procurar por investimentos dessa natureza para sua empresa deve ser muito bem pensada. Cada programa e tipo de negócio tem uma característica diferente que se adapta aos momentos diferenciados dos negócios. “O capital de risco não é para qualquer empreendimento em qualquer momento. Existe uma lógica não só teórica, como empírica de uma empresa que tenha perfil para esse tipo de recurso. Tem que ser uma empresa com alto potencial de retorno e tem que estar num momento que o capital vai sugerir uma inflexão na curva de crescimento, ou seja, um impacto muito positivo”, comenta Calazans.

De acordo com Calazans, para optar por esse tipo de investimento, uma empresa precisa preencher uma série de características especificas, tanto para o investidor e quanto para o empreendimento. Em primeiro lugar o empresário deve refletir se realmente quer um sócio capitalista para seu negócio. “Para você permitir a entrada de um sócio, mesmo que sua empresa seja pequena, você precisa fazer o seu negócio funcionar como uma empresa grande”, alerta.

Ao optar por abrir o capital de seu negócio para investidores externos um empresário precisa prencher uma série de requisitos, entre eles ter transparência, conselho e governança, por exemplo.  “Você estará entrando em um mundo diferenciado, onde o final do caminho será a bolsa de valores. O sonho de qualquer empreendedor que recebe esse capital é passar por vários investimentos até chegar à bolsa. Então é preciso ter uma visão de empresa grande”, comenta o especialista.

Investimento de risco sempre gera insegurança, pois da mesma maneira que se pode ganhar com essa medida, pode-se perder também. Na opinião de André esse é um bom momento para apostar nesse tipo de investimento. “Abrir o capital de pequenas empresas é sempre um desafio, e a intervenção governamental é necessária para dinamizar esses fundos de capital semente. Mas desde que foi lançado, em 2000, o INOVAR vem sendo um sucesso!”, finaliza.

O site do Venture Capital da FINEP disponibiliza informações para empresários que queiram consultar quais fundos de investimento participam do programa, históricos e se inscrever para participar do programa.

Palestras e workshops gratuitos na Campus Party

26/26/2010

Estamos acompanhando a Campus Party, maior evento de tecnologia e Internet do país, para trazer ao ‘Pensando Grande’ as últimas novidades para empreendedores. Uma boa dica é o estande do Senac, na área Expo da Campus Party 2010, onde acontecem palestras e workshops ministrados por profissionais das áreas de tecnologia e informática. Todos os eventos são gratuitos e o acesso à área Expo é aberto ao público em geral.

Para os empreendedores que planejam investimentos na área de games, um segmento que movimenta R$ 87 milhões por ano, uma série de palestras abordará temas como mercado de trabalho, criação, desenvolvimento, plataformas, ferramentas e consoles.

Outros temas como tendências tecnologias, mídia digital, mercado de trabalho de TI e sustentabilidade serão discutidos em palestras. Entre os workshops, aulas de edição gráfica com Photoshop e modelagem 3D com o software Maya 2010. Um dos destaques entre as palestras, Walter Dias, da Microsoft, fala sobre a ‘Tecnologia da Informação como instrumento de inovação. Segundo pesquisa do Sebrae, 47% das micro e pequenas empresas raramente investem em inovações para seus produtos e serviços, a palestra é uma boa oportunidade para saber mais sobre o tema.

As vagas são limitadas, dez para palestras e 15 para as aulas. As inscrições podem ser feitas no estande do Senac, que recomenda aos interessados compareceram 30 minutos antes do início do workshop ou palestra.

E para quem não puder comparecer a Campus Party, mas está interessado em cursos gratuitos, confira no novo portal Grátis e Melhor, e acesse a área de pacotes de treinamento grátis e online.

A área Expo funciona de 26/01 a 30/01, das 10h às 21h, no dia 31/01/2010, das 10h às 17h.

Confira a programação:

26/01 – terça-feira

15h O HTML 5 e o futuro da web

16h Oficina – Maya 2010 – Conheça os recursos da modelagem 3D

18h Flash Vídeo e Realidade aumentada

19h Centro de Inovação Microsoft

27/10 – quarta-feira

11h30 Oficina – Photoshop: Dicas e Truques

14h Principais tendências tecnológicas para 2010

15h Mídia digital para todos

16h Oficina – Maya 2010 – Conheça os recursos da modelagem 3D

18h Programação com APIs Autodesk

19h Construindo Interfaces Digitais

28/10 – quinta-feira

11h30 Oficina – Photoshop: Dicas e Truques

14h Certificações Cisco – Tendências e Oportunidades

15h O HTML 5 e o futuro da web

16h Oficina – Maya 2010 – Conheça os recursos da modelagem 3D

18h A Democracia das Redes Sociais

19h Mercado de TI: Carreiras, Atuação e Formação

29/01 – sexta-feira

11h30 Oficina – Photoshop: Dicas e Truques

14h Segurança de Redes com IDS e IPS

15h Tecnologia da Informação como instrumento de inovação com Walter Dias – Microsoft

16h Oficina – Maya 2010 – Conheça os recursos da modelagem 3D

18h Inovação, Green Tech e Sustentabilidade na Era Digital

19h Mercado de TI: Carreiras, Atuação e Formação

30/01 – sábado

11h30 Oficina – Maya 2010 – Conheça os recursos da modelagem 3D

14h Viabilizando Negócios na Web

15h Plataforma Flash

16h Oficina – Photoshop: Dicas e Truques

18h Programação com APIs Autodesk

19h Maya 2010 nas Grandes Produções

A programação está sujeita a alterações de horários, datas e palestrantes.


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