As lan houses passaram a ser, em 2007, o principal local de acesso à internet no Brasil. Além da transformação em centros de inclusão digital e educacional, as lan houses tornam-se também canais de comercialização de produtos físicos e principalmente digitais, atingindo potencialmente as classes C, D e E, responsável por 52,8% da população que hoje acessa a internet no Brasil. São estas classes mais populares responsáveis também pela liderança das lan houses no percentual de conexões a internet no País. No total, 49% dos internautas brasileiros utilizam a rede em locais públicos pagos, sendo que as regiões Norte e Nordeste são as que respondem pelo maior número de usuários de lan houses do país. Foi exatamente nestas regiões, mas especificadamente em Belém, no estado do Pará, que encontramos uma jovem empreendedora que conectou sua afinidade pessoal com uma ,.
Marciliana Oliveira abriu seu lan house quando estava no colégio. A vontade de empreendedor levou a proprietária a utilizar a sala da casa de sua avó como espaço inicial para o negócio. Com poucas máquinas, Marciliana conciliou seu tempo livre e seu emprego em uma empresa para manter a lan house que, mais tarde, viria a ser seu único meio de trabalho. E isso não demorou muito tempo. Atualmente, a lan house de Marciliana já têm cinco anos de história, conta com 12 máquinas e um espaço físico próprio. “O grande diferencial de minha empresa é que ela é totalmente formalizada. Existem dezenas de lan houses na minha região, mas poucas estão fielmente legalizadas.”
Parcerias e o Microsoft | Clube Digital
Outro diferencial da lan house de Marciliana são as parcerias feitas por ela. A empresária conta com um projeto do Sebrae chamado Ponto de Acesso Sebrae, que dá suporte para os donos de lan houses locais e com outra parceria feita com o CDI Lan, um programa voltado para os centros de acessos a internet pagos no Brasil. Com o apoio da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital (ABCID) e a representação da atriz e apresentadora Regina Casé, o CDI Lan é uma divisão especial do grupo CDI – ONG pioneira em seu campo de atuação na América Latina que, há 15 anos, promove inclusão digital em benefício de populações socialmente desfavorecidas.
Através da CDI Lan, Marciliana conheceu o Microsoft | Clube Digital, uma oportunidade para empreendedores de lan houses no Brasil que desejam aperfeiçoar sua infraestrutura digital e de gestão. “A parceria que temos com a Microsoft através do Clube Digital é essencial para que minha empresa se destaque. Além de ter licença para todos os software que rodam em minhas máquinas, o programa funciona como uma verdadeira comunidade de donos de lan houses que podem trocar experiências”, conta a empreendedora que acrescenta que licenças originais em lan houses de bairro são raras e isso é um grande passo à frente de outras empresas.
Outro ponto destacado por Marciliana é com relação a atualização do sistema operacional. “Antes do Clube Digital, minha lan house utilizava o Windows XP. Agora todas as máquinas rodam o Windows 7 e isso impactou diretamente na composição de minha carteira de clientes. Além de ser visualmente mais bonito e intuitivo, o Windows 7 oferece muito mais produtividade e segurança às atividades. A formatação das máquinas, essencial para um bom desempenho das mesmas, é automática e simplifica muito meu trabalho”, completa a empresária que também se surpreendeu com a forma de pagamento que pode ser feita por boletos bancários de forma parcelada.
Bate-Papo com Lan House
Afim de auxiliar na diversificação dos produtos e serviços oferecidos pelas lan houses, a Microsoft desenvolve o circuito de eventos Bate Papo com Lan Houses, que percorre as principais capitais brasileiras. O objetivo é despertar os empreendedores digitais para o papel estratégico das lan houses após a aprovação no congresso nacional, do novo projeto de lei, que regulamenta estes estabelecimentos como centros de inclusão digital, viabilizando que cada empresário do ramo construa o seu centro de multiserviços como por exemplo: e-learning, jogos, e-gov, correspondente bancário, revenda de microcomputador, VOIP, e-commerce, centro de cultura, encaminhamento profissional e muitas outras alternativas.
As lan houses terão a oportunidade de oferecer aos seus usuários, a mesma praticidade e segurança em transações comerciais realizadas no computador de casa. Um exemplo é o acesso aos “Social Games”, outro tema do debate. Só em 2010, estes jogos movimentaram mais de R$ 200 milhões no Brasil. A pergunta é: as lan houses podem abocanhar seu pedaço deste bolo crescente? Os debatedores representantes das empresas de crédito irão esclarecer.
Se você possui uma lan house, é de Florianópolis e, assim como Marciliana, deseja aprimorar suas práticas de gestão, não deixe de participar do Bate Papo com Lan Houses que vai acontecer nos dia 17 de setembro, das 11h às 16h no Auditório Sebrae SC. Inscreva-se agora e não deixe a chance de tornar sua empresa ainda mais conectada e colaborativa escapar!






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