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Artigos com a tag "Marketing de guerrilha"

Conheça o marketing de guerrilha e o que essa ferramenta publicitária pode fazer pela sua empresa

Em maio desse ano, durante o clássico do futebol regional, Atlético Paranaense x Coritiba, o canal de televisão paranaense, RPC-TV, estendeu entre os torcedores uma bandeira de lona transparente, simulando uma TV, que divulgava o slogan do canal: “Sua vida passa aqui”. Esse foi um exemplo bem sucedido de uma campanha publicitária que utilizou estratégias de marketing de guerrilha realizada pela agência curitibana Beats Below The Line. Ao vivo, durante o jogo, milhões de espectadores viram a bandeira e o slogan do canal pela TV, além das mais de 21 mil pessoas que estavam no estádio.

O marketing de guerrilha é uma técnica da propaganda que vem ganhando, espaço e destaque no mercado publicitário. Basicamente, o objetivo dessa ferramenta é, literalmente, deixar a marca na boca do povo, sem que para isso seja necessário pagar por espaços publicitários nas mídias tradicionais como rádio, televisão, jornais e revistas. “Não tem nenhuma relação  com ser algo ilícito ou ligado á violência.  A guerrilha tem esse nome por que funciona com estratégia. Você pode usar diversas armas e só tem a ganhar”, explica o publicitário Allan James, sócio da Biruta Mídias Mirabolantes, agência referência no ramo que coleciona cases bem sucedidos de ação de guerrilha.  

No último dia dos namorados a agência realizou o “Movimento dos Sem Namorado”. Foram duas passeatas, uma no Rio de Janeiro e uma em São Paulo, patrocinadas pelo site de relacionamentos ParPerfeito para  solteiros. Cada um dos eventos reuniu cerca de 5 mil pessoas e o site teve um aumento de 40% nos cadastros realizados por dia. “Fomos muito felizes nessa ação. Integramos e ambientamos o negócio. Não era uma empresa grande e o resultado obtido foi gigantesco”, continua o publicitário.

Fazer um evento como esse depende, em grande parte, de ter criatividade.  Foi isso o que provou a ONG Arte de viver com a ação “A paz é Contagiante”, no dia 21 de setembro, dia Internacional da paz. Quem passou pela Avenida Paulista, em plena hora do rush, por volta da 1h da tarde, se deparou com 150 pessoas meditando no vão do Masp. “Pensamos que isso poderia ajudar a divulgar não só a Arte de Viver, mas as práticas de meditação e respiração como um todo. Queremos que todo mundo respire. Como retorno, ajuda a manter o nome Arte de Viver na cabeça das pessoas e a qualidade de vida em pauta!”, comenta Alexandre Lopes, instrutor da Arte de Viver e um dos organizadores do evento.

Nessa era da informação, novas ferramentas, como o twitter, são marketing de guerrilha na essência: “Twitter é a febre do momento, e é uma plataforma para disseminar e movimentar o mercado com estratégia. O publico quer conteúdo fresquinho e mais crocante.”, comenta Allan. Martha Lopes, sócia do site Colherada Cultural concorda com o publicitário: “O twitter ajuda muito. Soltamos uma chamada de tudo o que publicamos , o que leva leitores para a navegação do Colherada. Também ajuda a formar um público leitor, as pessoas acabam conhecendo o site por ali e interagindo com a gente”. Entretanto, atenção:  “Tem que tomar cuidado para manter o negócio. Criar uma mídia e não administrar é dar um tiro no pé”, alerta Allan.

As estratégias de guerrilha são complementares às das agências de publicidade convencionais, mas na opinião do publicitário as pequenas empresas só tem a ganhar ai dar preferência a essas práticas, “Tem que partir para cima e adotar uma postura mais agressiva, para incomodar mesmo. É muito difícil uma empresa pequena ter mais voz. Se você, por exemplo, vai na porta de um evento de uma grande empresa, concorrente sua, e entrega mudinhas de plantas para os convidados na saída com o seu slogan, você vai chamar a atenção. As empresas tem que ousar e arriscar, ser empreendedoras, as oportunidades estão aí para todo mundo, só precisa ficar os olhos abertos para ver”, completa.

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Basicamente, marketing de guerrilha consiste na prática de ações inusitadas para gerar um boca-a-boca entre consumidores e na mídia. Não entendeu?  Em 1929, Edward Louis Bernays, um Relações Públicas americano, bolou uma estratégia de marketing um tanto quanto ousada, que causou furor em Nova York.  informou toda a imprensa de que estava acontecendo uma manifestação feminista para colocar fogo na tocha da Estátua da Liberdade.  Na realidade, no local haviam algumas modelos contratadas por ele fumando cigarros de uma marca popular na época. (Nem é preciso comentar que a imprensa, ao chegar lá, imediatamente se esqueceu da Estátua da Liberdade). Isso aconteceu há 80 anos, mas estratégias desse tipo estão cada vem mais sendo utilizadas.  Quer saber como o marketing de guerrilha pode beneficiar a sua empresa? Leia aqui, no Pensando Grande a reportagem de amanhã.

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