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Uso seguro de mídias sociais nas empresas

15/15/2010

Por Thiago Bordini

Com a crescente utilização das mídias sociais pelas empresas, muitas se vêem frente a um problema, como utilizar este recurso de forma produtiva e segura. Vejo muitas empresas bloqueando sites como Twitter, Linkedin, YouTube, Facebook, etc para seus funcionários, esta atitude do meu ponto de vista trás dois grandes problemas, o primeiro deles é a busca por métodos de se burlar os filtros de conteúdo por parte dos funcionários, o outro problema é a desmotivação por parte dos funcionários, este problema atualmente ainda é pequeno.

Digo isso porque as empresas precisam entender que estamos passando por uma fase de transição onde os novos funcionários, aqueles da geração “Y” vem chegando e com eles a necessidade de conectividade.

A geração “Y” já nasce conectada, a criança mal saiu da barriga da mãe e já tem foto dela no Twitter em segundos, se bobear é provável que alguns pais já criem o perfil de um bebê em uma rede social, isso é algo que no meu ponto de vista poderá trazer um grande problema cultural para as empresas caso estas não se adaptem.

Exemplo disso é o uso do email, que por sinal atualmente esta banalizado, as pessoas mandam emails para o colega da mesa ao lado para perguntar algo sendo que elas podem fazer isso sem o uso desta ferramenta, mais o ponto que eu quero chegar no que se refere ao email não é este e sim o uso da ferramenta, perguntem para algum adolescente que já tem contato com computador se ele prefere utilizar email ou um software de mensagem instantânea? A maior parte deles vai achar o email coisa do passado, que demora, onde já se viu enviar uma mensagem para uma pessoa e esperar até o outro dia para ela responder? Esta é a geração “Y”.

Imaginem um jovem deste chegando a uma empresa onde ele não pode abrir o software de mensagem instantânea, não pode acessar os sites que mencionei anteriormente? Será que teremos um funcionário feliz trabalhando? Já sei a resposta de muitos, ah bloqueamos este tipo de ferramenta, pois são improdutivas ou inseguras.

Pergunto: As ferramentas são improdutivas e inseguras ou as pessoas as tornam improdutivas e inseguras?

Se um funcionário souber identificar aquele email do banco XYZ pedindo cadastramento como um email falso e não clicar em nenhum link não tem problemas de segurança.

Defendo o uso consciente destas ferramentas pelos funcionários, as empresas deveriam investir muito mais em conscientização e capacitação de seus funcionários. Sabemos que muitos destes sites têm falhas de segurança assim como muitos outros sites que não são de mídias sociais, o Twitter, por exemplo, a limitação na quantidade de caracteres fez com que surgissem os sites encurtadores de URL, agora estas URLs curtas começam a ser exploradas pelos cibercriminosos e se as pessoas não estiverem conscientes dos riscos, não souberem como verificar se uma URL é falsa, teremos um enorme problema por vir.

De nada vai adiantar a empresa bloquear o acesso aos sites XYZ se estas URLS começam a ser utilizadas por spammers em pishing, potencializando o ataque através do despreparo das pessoas.

Defendo a utilização dos recursos e sites de forma consciente e produtiva e isso as empresas só conseguem com treinamento e capacitação, obviamente a utilização de ferramentas de controle e monitoramento ajudam em muitos casos, porém com esta nova geração chegando, as empresas vão ser obrigadas a afrouxarem os bloqueios em seus filtros de conteúdo, até mesmo porque algumas delas já perceberam o quanto estes sites podem ser úteis aos negócios, monitorando o que as pessoas comentam sobre a marca, ou um produto, ouvindo seus consumidores, mantendo seus clientes informados dentre inúmeras finalidades.

Pense a respeito, e reflita: bloquear ou não eis a questão.

Sobre o autor

Thiago Bordini – thiago@bordini.net
Formado em Sistemas da Informação pela UNIBERO, pós graduado em Segurança da Informação pelo IBTA e MBA em Gestão de TI pela FIAP, atua na área de TI a 14 anos. Atualmente trabalha na Skylan Technology como Analista de Segurança. Profissional Certificado pela Microsoft em Servidores Windows. Palestrante em diversas instituições de temas como Virtualização, Segurança e Redes. Professor universitário da Universidade Bandeirantes – UNIBAN. Membro organizador do Hackers Construindo Futuros – HCF Brasil. Fundador do Stay Safe PodCast e Revista. Membro organizador do CSA Brasil (Cloud Computing Security Aliance).

Thiago Bordini é leitor do Blog Pensando Grande e contribuiu com este artigo. Se você também tem uma história para contar ou quer dar sua opinião, entre em contato com o Pensando Grande, a ‘Voz do Empreendedor’ é um espaço para nossos leitores. As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor.

10 dicas para vender mais pela internet

01/1/2010

O Pensando Grande consultou Felipe Dellacqua, sócio da E-Tatica, consultoria especializada em e-commerce, para trazer algumas dicas sobre como aumentar as vendas do seu negócio pela internet. Confira a seguir 10 dicas práticas do consultor Felipe Dellacqua:

1 – Benchmark

Na hora da escolha do segmento que você vai atuar, procure fazer sempre uma pesquisa de benchmark tanto no Brasil quanto no exterior. Benchmarking é processo no qual uma empresa examina como outra realiza uma função específica a fim de melhorar como realizar a mesma ou uma função semelhante. Não entre na internet para ser apenas mais um, entre na internet para ser referência no seu segmento. Procure explorar os defeitos dos seus concorrentes, agregar as qualidades e oferecer na sua loja diferenciais que não existem neles. Seja inovador!

2 – O segredo da sedução é o conteúdo

Priorize a usabilidade e acessibilidade em todas as páginas do site de modo a fazer um portal objetivo e atraente ao mesmo tempo. Crie um layout pensando em todas as dúvidas que o cliente poderia ter, desde a procura do produto, escolha até a finalização da compra. Uma boa experiência de navegação é o site responder a todas as dúvidas do cliente de forma passiva, onde ele mesmo consiga encontrar essas respostas de forma fácil e prática.

3 – Conheça sua audiência

Antes de lançar o site faça pesquisas, como testes de usabilidade, estudos etnográficos que te permitam ter uma prévia do que como será a experiência dos usuários no seu site e faça as devidas alterações antes de lançar o projeto.

4 – Segurança

A segurança nos sites de e-commerce ainda é um grande fator que influencia no crescimento de novos consumidores. Ainda existem muitas dúvidas nos brasileiros em geral sobre segurança nas compras pela internet e como cada empresa lida com a política de privacidade de seus dados pessoais. Procure utilizar sempre certificados de segurança que são usados em lojas de grande porte, pois são reconhecidos pela maioria dos consumidores, gerando mais credibilidade a sua loja. Deixe claro que seu site utiliza ambientes seguros em páginas críticas como cadastro de cliente e finalização de compra. Trabalhe isso no layout do site.

5 – Design aliado a usabilidade e acessibilidade

Ao lançar uma loja virtual você começa a trabalhar com todo o território nacional. Tivemos um grande crescimento de classes mais baixas entre usuários de internet e consumidores, portanto procure trabalhar numa solução que possa atender desde pessoas com baixa instrução até pessoas experientes em internet. Partindo do seguinte princípio que nada é óbvio em uma loja virtual.

6 – Tecnologia

Para montar uma loja online de sucesso é imprescindível que exista um sistema robusto por trás, preparado para atender e suprir as necessidades da loja. Não só as necessidades atuais, mas também, as possíveis futuras necessidades, visando crescimento. Robustez, segurança, infraestrutura, funcionalidades e relatórios devem ser avaliados ponto a ponto. Outro fator importante a ser avaliado na hora de fechar o sistema é pré-disposição para SEO (Search Engine Optimization), onde priorizamos sistemas com url amigáveis, código em web standard e customização de títulos e palavras-chaves para cada página.

7 – Marketing e redes socais

Para uma loja virtual ter compras você precisa trazer os usuários até sua loja e transformá-los em clientes. Utilize os benefícios do marketing digital e invista nas mídias certas que trazem a você um maior retorno sobre o investimento. Analise mês a mês qual o canal que traz mais retorno e procure sempre aumentar a verba investida nele, de modo a aumentar seu faturamento.

Não deixe de trabalhar nas redes sociais!

O brasileiro é um povo que gosta muito de navegar na internet, hoje somos o país com maior consumo individual de internet domiciliar, tanto em tempo de navegação quanto em média de páginas por pessoa. As redes sociais são um fenômeno que veio para ficar. O Google aponta que 57% dos internautas brasileiros entram diariamente em redes sociais.

Atue nas redes sociais de duas formas: uma como agente de vendas, complementando o comércio eletrônico tradicional. As ações de divulgação nas redes sociais geram mais acessos na loja, criando um maior potencial de vendas. Conhecendo melhor o consumidor, pode-se criar estratégias direcionadas a ele.

A segunda forma é como atendimento personalizado ao cliente. É muito comum os clientes utilizarem as redes sociais para tirar dúvidas, fazer reclamações ou elogios de serviços. Portanto é muito importante estar junto com o cliente nessa hora, pois uma reclamação no Twitter ou Orkut pode acabar com a imagem de uma empresa na internet em pouco tempo.

Leia mais sobre o uso de mídias sociais nas pequenas empresas: 4 passos para o sucesso de pequenas empresas nas redes sociais, blog corporativo e retorno do investimento em mídias sociais.

Veja aqui o case da Camiseteria, empresa que fatura milhões vendendo camisetas pela internet, e utiliza mídias sociais para divulgar seus produtos!

9 – Atendimento Personalizado e Pós-Venda

Conquistar um cliente não é uma tarefa fácil. Envolve diversas variáveis que devem ser trabalhadas para agradá-lo: seja na experiência de compra, qualidade do produto ou atendimento personalizado.

Treine bem sua equipe de atendimento para ser paciente e contornar situações chatas com clientes. Nunca deixe um cliente esperar muito tempo por uma resposta e esteja sempre um passo a frente dele. Procure entender a necessidade do cliente na primeira oportunidade e sempre dê notícias positivas para solucionar o problema. Pode ter certeza que se esse cliente for bem tratado e o seu problema for resolvido, você além de ter um cliente fiel a sua loja, terá um marketing de graça, pois certamente ele fará uma propaganda positiva da sua loja para seus parentes e amigos.

10 – Logística

Surpreender um cliente sempre gera uma imagem positiva da empresa, por isso procure trabalhar sempre no menor prazo possível para realizar a entrega do pedido, mas nunca informe no site um prazo que você não possa atender. Prefira exibir no site um prazo de 4 dias, mas entregar em 3 do que exibir 2 dias e entregar em 5 dias. Além de perder credibilidade com o cliente por não cumprir o que estava estabelecido, você acaba gerando um fluxo desnecessário no seu SAC para responder perguntas do tipo: – Por que meu produto não chegou ainda?

Utilize preferencialmente os Correios, pois eles garantem entrega em todo o Brasil, com prazo e um preço bem acessível. Porém tenha sempre uma transportadora em segundo plano para operações de emergência em caso de greve nos Correios.

Persistência é alma do negócio

17/17/2010

Quando pensou em iniciar mais um negócio, após tentativas não bem sucedidas, Fábio Seixas nem imaginava alcançar um faturamento de mais de  2 milhões de reais vendendo camisetas pela Internet. Para ele, acreditar em uma ideia e persistir são elementos essenciais aos empreendedores. À princípio, o então projeto de Fábio pode parecer bastante simples, mas o que faz da Camiseteria um sucesso entre os negócios chamados 2.0 é sua aposta na colaboração. Todo o negócio é baseado neste conceito, usuários inscrevem estampas próprias no site, os trabalhos participam de um concurso, as ilustrações mais votadas estampam as camisetas vendidas no site. “Nós premiamos os autores das estampas vencedoras com R$ 800 em dinheiro e R$ 500 em créditos de compras. A cada reedição o artista ganha R$ 300. Este é o grande diferencial para a divulgação da empresa, quem envia sua estampa quer que ela seja vencedora, assim, os próprios colaboradores divulgam a marca”, conta Fabio, fundador da marca.

Para expandir ainda mais a divulgação da marca, as mídias sociais são amplamente utilizadas. O site da Camiseteria permite que cada usuário amante de estampas crie uma página com seu perfil que estabeleça uma interface com canais como o Twitter e Facebook. Desde a criação da marca, a utilização das mídias sociais como instrumento eficaz de divulgação do conceito foi fundamental. “Hoje em dia as mídias sociais representam vendas para nós. O Twitter representa cerca de 12% das nossas vendas, o Facebook 4%”.

A Camiseteria é uma empresa de moda que não tem nenhum funcionário especializado no tema. O que você diria se soubesse que o fundador da marca é um analista de sistemas? Sim, Fabio é formado em Análise de Sistemas e desde os tempos de Universidade já apresentava características de um empreendedor nato. Seixas foi dono de quatro empresas, todas baseadas na Internet, entretanto a Camiseteria foi a primeira bem sucedida. A trajetória do empresário no mundo dos negócios começou em 96, quando trabalhava na Mantel (que futuramente se transformou em IBest). “Sempre tive vontade de empreender. Naquela época me juntei a alguns amigos e abri uma empresa produtora de sites”, conta o empreendedor.

Entretanto, o seu primeiro negócio não alavancou. Dois anos depois veio a segunda tentativa: uma empresa que comercializava posters online, a empresa também não sobreviveu por muito tempo. “Na época eu tinha um concorrente que está aí até hoje. Eu não dei certo, mas pelo menos servi de inspiração para o sucesso de outro empresário”, relembra bem humorado. Em 1999, com a Internet mais consolidada no Brasil, foi a vez de uma empresa de holding de projetos online. A empreitada cresceu rapidamente, um ano depois recebeu o investimento de R$ 1,5 milhão de um investidor. Em março do mesmo ano veio a bolha da internet e a empresa de Fábio mais uma vez não teve fôlego para continuar. O empreendedor voltou ao mercado formal, mas sempre manteve-se atento às oportunidades.

Alguns anos depois, em 2004, seu atual sócio o chamou para fazer um orçamento para um sistema para concurso de design, que ele havia conhecido nos Estados Unidos. Fábio enxergou um negócio promissor e disse ao amigo que gostaria de ser seu sócio, o projeto se transformou na Camiseteria. “Para começar tivemos uma boa ideia, lançamos uma campanha entre nossos amigos: um kit pré-venda que dava o direito de compra de seis camisetas pelo preço de três quando inaugurássemos a marca”, conta Fabio. Essa criativa estratégia de marketing provou a sua eficácia: três meses depois de inaugurada a Camiseteria já estava com o caixa estável.

Atualmente, o negócio vai de vento em popa, mas o caminho de Fabio também teve problemas. Como todo pequeno empresário, ele passou por dificuldades. “Eu não entendia nada do mercado de moda, não sabia gerir um estoque, cometi diversos erros”, desabafa relembrando os problemas de gestão que teve no início. O empresário conta ter buscado informações em livros, amigos, internet e outros empreendedores para alavancar seu negócio.

Como toda empresa 2.0, a Camiseteria também tem a tecnologia como ferramenta fundamental para gestão do negócio. Fabio conta que durante oito meses passou madrugadas em claro desenvolvendo o site da sua empresa e o construiu utilizado tecnologias Microsoft, que estuda desde os tempos de faculdade. Para este projeto, o empresário utilizou .NET, componente do Windows que oferece suporte à criação e execução de aplicativos e serviços XML da Web, e o SQL Server, um gerenciador de banco de dados.

Assista vídeo exclusivo contando a história da Camiseteria por quem faz dela um sucesso!

Leia mais sobre o uso de mídias sociais nas pequenas empresas: 4 passos para o sucesso de pequenas empresas nas redes sociais, blog corporativo e retorno do investimento em mídias sociais.

Pesquisa revela que micro e pequenas empresas paulistanas não estão nas redes sociais

06/6/2010

Dados da GfK Brasil e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), divulgados no último dia 30, indicam que as redes sociais ainda não integram de forma efetiva o ramo de ferramentas utilizadas por micro e pequenas empresas para comunicarem-se com seus clientes. Apenas 17% das 500 empresas consultadas possuem cadastro em redes sociais, incluindo Facebook, Twitter e Orkut.

Entre aquelas que trabalham com redes sociais, 49% assumiram não monitorar a participação dos internautas em suas comunidades, afirmaram, também, não responder aos comentários deixados pelos internautas em suas comunidades.

“Metade das empresas pesquisadas (com exatidão, 51%) declara já monitorar, mas isso ainda é feito de forma interna, pela equipe da empresa, e, às vezes, pelo próprio dono. A grande maioria também não responde a comentários dos internautas. Quando questionadas se haveria interesse em realizar algum monitoramento desse tipo, a maioria, 60%, diz que sim”, diz a superintendente de marketing da ACSP, Sandra Turchi.

Anote na agenda!

08/8/2010

Rolou nos últimos dias 5 e 6 de março, no Rio de Janeiro, o Circuito 4×1.O evento reuniu palestrantes de diversas áreas, como Fabio Seixas, co-fundador de uma das maiores lojas virtuais do país, a Camiseteria, para falar sobre marketing nas mídias sociais. Além dele, o 4×1 também contou com palestras de Leo Bragança, Jonattas Abbott, Edson Mackeenzy, Fábio Lima, Ariel Alexandre, Lígia Dutra e Oscar Ferreira. Confira o que rolou no site: www.circuito4×1.com.br

 Se você ficou de fora dessa, não perca a Solutec 2010 – feira de Inovação tecnológica, Energia e Meio Ambiente, outro evento, também no Rio de Janeiro, que deve constar no calendário dos empreendedores antenados às novas tendências de negócios. A Feira acontecerá nos dias 24 a 27 de março e trará empresas apresentando suas inovações tecnológicas já disponíveis e comercializadas e projetos em tecnologia com soluções para sustentabilidade e meio ambiente.

Informações no site: www.feirasolutec.com.br.


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