A escolha de um sócio ou a opção por não tê-lo é um dos fatores cruciais para que o sucesso de uma empresa. Para Sandra Fiorentini, consultora do Sebrae, esse é um dos primeiros passos no momento de abrir o seu negócio. “Sociedade é como casamento. E o negócio é feito por pessoas e não somente por uma ideia”, alerta Fiorentini.
O ideal para que uma sociedade seja bem sucedida é escolher pessoas que tenham os mesmos objetivos e afinidades. A Scalón Uniformes, uma das empresas incubadas do NIT – Núcleo de Inovação e Tecnologia da Universidade Mackenzie (leia post sobre a incubadora) passou por este desafio. A empresa é fabricante de modelos de uniformes para diversos segmentos e atualmente desenvolve kits sustentáveis com aventais, pantufas, lençóis, toalhas de rosto e de banho para hospitais. Ivan Brito, sócio da Scalón, relata que um maiores problemas no início do seu projeto foi o grande número de sócios e o comprometimento de cada um deles com a empresa. “No começo tínhamos 8 sócios, atualmente são apenas 3”, conta Brito.
De acordo com os atuais sócios foi preciso estipular um código de conduta para que a sociedade desse certo. “Quando as coisas não ficam muito claras entre os sócios as brigas começam. É preciso pesquisar pessoas que tenham os mesmos objetivos”, completa Ideli Paschoal Gazarra, sócia da Scalón Uniformes.
Mas como escolher um sócio? A resposta para essa pergunta é buscar pessoas que tenham o mesmo objetivo e que sejam de confiança. “Um dos maiores problemas que tivemos foi o grau de comprometimento dos outros sócios com o negócio. Eles não estavam dispostos a se doar tanto quanto nós”, revela Brito.
O Aprenda.bio passou por uma experiência semelhante, também faz parte da incubadora da Universidade Mackenzie, no entanto, é um Instituto Educacional que desenvolve soluções criativas para ensino de biologia em instituições de educação privadas e públicas. Com nove associados, a incubadora teve papel fundamental para que eles pudessem organizar suas diferentes funções. “Quando chegamos aqui não tínhamos nem ideia do que era pro-labore”, lembra Ivan Staicov, um dos associados.
Para os empresários que estão na fase inicial da abertura de seu negócio e precisam tomar a decisão pelo tipo societário da empresa, a consultora do Sebrae, Sandra Fiorentini, dá algumas dicas:
Empresário individual
“Você pode optar por ser um Empresário Individual. Nesse caso não possui sócios, trabalha sozinho e a sua responsabilidade é ilimitada. O empresário individual é a pessoa jurídica personificada na pessoa física. A desvantagem é que qualquer problema com a empresa, o empresário tem que responder ilimitadamente com o patrimônio individual. É uma boa opção para pessoas centralizadoras”.
Tipo Societário Limitado pelo contrato social
“A sociedade de responsabilidade limitada visa a proteção do patrimônio pessoal dos sócios. Se a sociedade não der certo, se a empresa tiver um insucesso comercial, os sócios vão responder no limite do capital social pré estabelecido em contrato. E aí estará preservado o patrimônio social. Essas sociedades correspondem a 99% das sociedades legalmente formalizadas no país. É preciso tomar cuidado para não cometer fraude e sonegação fiscal, é preciso também estar atento para confusão patrimonial – misturar dinheiro pessoal com o da pessoa jurídica. Caso haja um insucesso e a fraude for constatada, o juiz pode considerar que os bens pessoais foram adquiridos com o dinheiro da empresa, então cai por terra a responsabilidade limitada”.