Uso seguro de mídias sociais nas empresas
Por CamilaZanqueta em 15 de July de 2010
Por Thiago Bordini
Com a crescente utilização das mídias sociais pelas empresas, muitas se vêem frente a um problema, como utilizar este recurso de forma produtiva e segura. Vejo muitas empresas bloqueando sites como Twitter, Linkedin, YouTube, Facebook, etc para seus funcionários, esta atitude do meu ponto de vista trás dois grandes problemas, o primeiro deles é a busca por métodos de se burlar os filtros de conteúdo por parte dos funcionários, o outro problema é a desmotivação por parte dos funcionários, este problema atualmente ainda é pequeno.
Digo isso porque as empresas precisam entender que estamos passando por uma fase de transição onde os novos funcionários, aqueles da geração “Y” vem chegando e com eles a necessidade de conectividade.
A geração “Y” já nasce conectada, a criança mal saiu da barriga da mãe e já tem foto dela no Twitter em segundos, se bobear é provável que alguns pais já criem o perfil de um bebê em uma rede social, isso é algo que no meu ponto de vista poderá trazer um grande problema cultural para as empresas caso estas não se adaptem.
Exemplo disso é o uso do email, que por sinal atualmente esta banalizado, as pessoas mandam emails para o colega da mesa ao lado para perguntar algo sendo que elas podem fazer isso sem o uso desta ferramenta, mais o ponto que eu quero chegar no que se refere ao email não é este e sim o uso da ferramenta, perguntem para algum adolescente que já tem contato com computador se ele prefere utilizar email ou um software de mensagem instantânea? A maior parte deles vai achar o email coisa do passado, que demora, onde já se viu enviar uma mensagem para uma pessoa e esperar até o outro dia para ela responder? Esta é a geração “Y”.
Imaginem um jovem deste chegando a uma empresa onde ele não pode abrir o software de mensagem instantânea, não pode acessar os sites que mencionei anteriormente? Será que teremos um funcionário feliz trabalhando? Já sei a resposta de muitos, ah bloqueamos este tipo de ferramenta, pois são improdutivas ou inseguras.
Pergunto: As ferramentas são improdutivas e inseguras ou as pessoas as tornam improdutivas e inseguras?
Se um funcionário souber identificar aquele email do banco XYZ pedindo cadastramento como um email falso e não clicar em nenhum link não tem problemas de segurança.
Defendo o uso consciente destas ferramentas pelos funcionários, as empresas deveriam investir muito mais em conscientização e capacitação de seus funcionários. Sabemos que muitos destes sites têm falhas de segurança assim como muitos outros sites que não são de mídias sociais, o Twitter, por exemplo, a limitação na quantidade de caracteres fez com que surgissem os sites encurtadores de URL, agora estas URLs curtas começam a ser exploradas pelos cibercriminosos e se as pessoas não estiverem conscientes dos riscos, não souberem como verificar se uma URL é falsa, teremos um enorme problema por vir.
De nada vai adiantar a empresa bloquear o acesso aos sites XYZ se estas URLS começam a ser utilizadas por spammers em pishing, potencializando o ataque através do despreparo das pessoas.
Defendo a utilização dos recursos e sites de forma consciente e produtiva e isso as empresas só conseguem com treinamento e capacitação, obviamente a utilização de ferramentas de controle e monitoramento ajudam em muitos casos, porém com esta nova geração chegando, as empresas vão ser obrigadas a afrouxarem os bloqueios em seus filtros de conteúdo, até mesmo porque algumas delas já perceberam o quanto estes sites podem ser úteis aos negócios, monitorando o que as pessoas comentam sobre a marca, ou um produto, ouvindo seus consumidores, mantendo seus clientes informados dentre inúmeras finalidades.
Pense a respeito, e reflita: bloquear ou não eis a questão.
Sobre o autor
Thiago Bordini – thiago@bordini.net
Formado em Sistemas da Informação pela UNIBERO, pós graduado em Segurança da Informação pelo IBTA e MBA em Gestão de TI pela FIAP, atua na área de TI a 14 anos. Atualmente trabalha na Skylan Technology como Analista de Segurança. Profissional Certificado pela Microsoft em Servidores Windows. Palestrante em diversas instituições de temas como Virtualização, Segurança e Redes. Professor universitário da Universidade Bandeirantes – UNIBAN. Membro organizador do Hackers Construindo Futuros – HCF Brasil. Fundador do Stay Safe PodCast e Revista. Membro organizador do CSA Brasil (Cloud Computing Security Aliance).
Thiago Bordini é leitor do Blog Pensando Grande e contribuiu com este artigo. Se você também tem uma história para contar ou quer dar sua opinião, entre em contato com o Pensando Grande, a ‘Voz do Empreendedor’ é um espaço para nossos leitores. As opiniões expressas no artigo são de responsabilidade do autor.

Priscylla Duarte 15/07/2010 às 14:03
Adorei o Post! Gostaria de abrir um paratense para as crianças que assim que nascem os pais já postam uma foto no Twitter. Creio que muito antes dele nascer, com o advento do ultrassom 3d e 4d os pais já postam suas carinhas nos sites de relacionamentos, um exemplo é a rede social Efamily.com. Abraços.